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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Merece crédito o "Evangelho segundo o Espiritismo Kardecista"?


As Escrituras de Deus condenam o espiritismo, espiritualismo, bruxaria, kardecismo, mesa branca, umbanda, candomblé, macumba, xangô, quimbanda, vodu, bruxaria, magia, reencarnação, mediunidade, toda comunicação ou tipo de contato e relacionamento com mortos e entidades espirituais. 

Um Pequeno histórico
O Espiritismo remonta aos tempos mais antigos da Humanidade. Dele tomamos conhecimento através dos escritos da Bíblia, como advertência dos profetas de Deus para que não nos envolvamos com esta prática, pois ela esta em confronto com a Palavra de Deus. Os povos que adoravam a deuses estranhos e que não seguiam aos ensinos dados por Deus, eram usuários deste costume. Foi para que os adoradores do Verdadeiro Deus não se envolvessem com eles  que Moisés falou:

"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações."
"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;"
"Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;"
"Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." (Dt 18:9 a 12)
O espiritismo é uma das heresias que mais cresce no mundo de hoje e está enraizada em quase todas as religiões, principalmente naquelas relacionadas com a Nova Era. O espiritismo é o mais antigo engano religioso que já surgiu. Porém, em sua versão moderna, começou no século XIX, ou pouco antes. Houve um avivamento, um recrudescimento ou um ressurgimento, com um fato que aconteceu com certa família, na América do Norte, em Hydesville (Nova Iorque), em 1848.
Esta família se chamava Fox. O casal tinha duas filhas, Margarida (Margaret), de 14 anos, e Catarina (Kate), de onze, que foram protagonista de uma fatos que deram origem ao atual espiritismo.
Em meados de março de 1848, começaram a ouvir-se golpes nas portas e objetos que se moviam de um lugar para outro, sem auxílio de mãos, assustando as crianças. Às vezes, a vibração era tamanha que sacudia as camas. Finalmente, na noite de 21 de março de 1848, a jovem Kate desafiou o poder invisível e repetiu o barulho como um estalar de dedos. O desafio foi aceito e cada estalar de dedos era repetido, o que surpreendeu toda a família. Dessa forma se estabeleceu contato com o mundo invisível, e a notícia alastrou-se por outras partes, admitindo-se que tais espíritos eram dos mortos.
Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época, propagou-se o espiritismo por toda a América do Norte e na Inglaterra. Na época, outros países da Europa também foram visitados, com sucesso, pelos espíritas norte-americanos. As irmãs Fox passaram à História como as fundadoras do Espiritismo moderno.
Na França, o figura máxima que deu força ao espiritismo é conhecida pelo nome de Allan Kardec. Chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, em 3 de outubro de 1804. Era formado em letras e ciências, doutorando-se em medicina. Estudou com Pestalozzi, de quem se tornou fiel discípulo e cujo sistema educacional ajudou a propagar.
Rivail tomou conhecimento de um algo extraordinário que acontecia no momento, e que causava um grande alvoroço na sociedade francesa: o fenômeno das mesas girantes e falantes, que afirmavam ser, um resultado da intervenção dos espíritos. A princípio ele não acreditou  e rejeitou esta idéia, por considerá-la absurda. Porém, assistiu a uma reunião na casa da Sra. Plainemaison, onde presenciou fenômenos que o impressionaram profundamente, como ele próprio relatou depois.
Daí, foi um passo para manter contato com os espíritos que o orientaram a escrever e codificar seus ensinos. Dizia Kardec que havia recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", que contribuiu para propagação desta "doutrina". Dotado de inteligência e inigualável sagacidade escreveu outros livros que deram mais força ao espiritismo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e o Inferno, e, O Livro dos Médiuns. Foi ele o introdutor no espiritismo da idéia da reencarnação. Fundou "A Revista Espírita", periódico mensal editado em vários idiomas.
Rivail (Allan Kardec) morreu em 1869.
Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história do espiritismo, indicamos a leitura dos livros que citamos no final.
O Conceito de Deus no Espiritismo
A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua, ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos panteístas, ora confundindo-se com a doutrina de Deus do Cristianismo histórico. Os autores espíritas parecem não conseguir estabelecer um consenso sobre esse assunto de vital importância. Até mesmos nas obras de um único autor encontram-se contradições flagrantes.
Sobre as qualidades de Deus, Allan Kardec define: "Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom". (O Livro dos Médiuns,  cáp. I, 13)
Mas, depois, definindo a alma, nega sua imaterialidade, alegando que o imaterial é o "nada", ao passo que a alma é alguma coisa. Diante disto,  será que o espiritismo acredita que Deus é nada?
A fim de explicar a existência de Deus, Allan Kardec, se vale de argumentos clássicos do deísmo, de que "não há efeito sem causa". De acordo com o conceito deísta, Deus teria criado o universo e depois se retirado dele, deixando-o entregue à ação das leis físicas que, desde então, governam, como se o universo fosse um grande relógio.
No Capitulo II, item 19, de "A Gênese" (Allan Kardec), lemos que são atributos de Deus: "Deus é, pois a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa". Esta conceituação concorda com o que o Cristianismo histórico reconhece como alguns atributos divinos. Porém, o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o Cristianismo bíblico não é suficiente para lhe qualificar como cristã.
Embora o conceito espírita de Deus tenha nuanças deístas e ao mesmo tempo uma certa semelhança com a doutrina bíblica, é inegável que ela às vezes também possui um forte sabor panteísta. Senão, vejamos o que León Denis escreveu: "Deus é a grande alma universal, de que toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em esta latente, forças emanadas do divino foco." (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, 5a. ed., pág. 246). Conceito totalmente panteísta!
Em outro lugar, Denis faz as seguintes assertivas acerca de Deus e sua relação com o universo (conceitos também panteísta): "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem subsistir à parte... [Deus é o] Deus imanente, sempre presente no seio das coisas [sendo que] o Universo não é mais essa criação, essa obra tirada do nada de que falam as religiões. É um organismo imenso animado de vida eterna... o eu do Universo é Deus." (Léon Denis, Depois da Morte, pág. 114, 123, 124 e 349).
Entretanto a Palavra de Deus (a Bíblia), refuta com veemência estes ensinos. Façamos um rápido confronto doutrinário, em conformidade com a inspiração bíblica:
  • Deus é um ser pessoal: "Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais." (Millard J. Erickson, Christian Theology, Baker Book House, Grand Rapids, 1986, p. 269). Citaremos a seguir algumas provas bíblicas da personalidade de Deus:
a) Ele fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz." (GN 1:3)
"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,"
"A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." (HB 1:1 e 2)
b) Ele tem emoções (sentimentos):
Misericórdia: "Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade."
"Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem." (SL 103:8 e 13)
Amor: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1JO 4:8)
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (RM 5:5)
c) Ele tem vontade própria: "Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." (SL 115:3)
  • Deus é transcendente e imanente e também distinto de sua criação: A Bíblia mostra claramente que Deus não é um ser distante, que teria criado o universo e depois se ausentado dele, como pensa o deísmo. "Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer sair da terra o pão," (SL 104:14)
    "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." (MT 5:45)
    Pode-se ver, assim, que ele está presente na criação, tem interesse nela e cuida dela, principalmente do homem, criado à sua imagem e semelhança.
    Transcendência: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado." (1RS 8:27)
    Imanência: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (JR 23:24)
    "ASSIM diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?" (IS 66:1)
Cristo no Espiritismo
Para falarmos na Divindade de Jesus Cristo, temos de falar também no assunto da Trindade, pois estas teses são básicas do Cristianismo bíblico e histórico e fazem parte do fundamento doutrinário que o distingue de todas as demais religiões e também da maioria das seitas pseudo-cristãs. O espiritismo, em geral,  através de suas autoridades exponenciais, negam tanto a Trindade, quanto a Divindade de Jesus. Isto porque, em sua tentativa de oferecer ao homem um sistema religioso de auto-salvação, isto é, em que ele se salva por seus próprios méritos, excluem e negam a existência do Deus trino. Entretanto, a revelação bíblica aponta para a impossibilidade de o homem efetuar sua própria salvação, e mostra como o próprio Deus se encarnou para tornar possível ao homem o acesso ao seu Criador.  No próximo item examinaremos a doutrina da salvação, do ponto de vista bíblico, em confronto com plano de salvação do espiritismo.
Grande parte dos escritores espíritas assumem uma posição frontalmente contrária à crença da Trindade. Para eles, Deus é um ser monopessoal, existindo em forma de uma só pessoa, o Pai, e negam que o Filho seja Deus e até rejeitam a existência do Espírito Santo como ser pessoal. O Jornal Espírita de março de 1953 respondendo à pergunta sobre se há mais de uma pessoa em Deus, declara o seguinte: "Não; a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo".   (Jornal Espírita, Rio de Janeiro, março 1953, p. 4)
A Bíblia, a Palavra de Deus, revela-nos um Deus trino, isto é um Deus eternamente subsistente em três pessoas, iguais entre si em natureza, essência e poder.
Muitos usam as passagens seguintes para dizer que Deus é um só, ou seja, uma unidade absoluta:
  • "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (DT 6:4)
  • "Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10)
  • "Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;" (IS 45:5)
    "Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro." (IS 45:6)
Essas passagens bíblicas afirmam claramente a unidade de Deus e demonstram que a natureza divina é indivisível. Poderíamos acrescentar outras passagens para reforçar esse aspecto da natureza de Deus. Entretanto, devemos levar em consideração que muitas vezes as Escrituras, principalmente no Antigo Testamento, apresentam determinadas realidades como sendo constituídas de uma unidade composta.
Por exemplo: o casamento. A Bíblia diz que "deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2:24). É evidente que a unidade constituída por marido e mulher é uma unidade composta e não uma unidade simples ou absoluta. Da mesma forma, pode-se dizer que há no Antigo Testamento muitas evidências de que a unidade de Deus é uma unidade composta, como é indicado por muitas passagens, que revelam uma pluralidade de pessoas na Divindade. No Novo Testamento, por sua vez, a doutrina da Trindade é apresentada com clareza. (Para melhor compreensão, ver "A TRINDADE")
O espiritismo não só nega a Divindade de Jesus, assim como defende a tese de que seu corpo não era real, de carne e ossos, mas fluídico, dando apenas a impressão de real.
Léon Denis, seguindo a mesma linha de pensamento de Kardec, segundo a qual Jesus teria sido mero homem e elevado à categoria de Deus por seus seguidores. Diz ele:
  • "Com o quarto Evangelho e Justino Mártir, a crença cristã efetua a evolução que consiste em substituir a idéia de um homem honrado, tornado divino, a de um ser divino que se tornou homem. Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas."
Assim se expressa Roustaing quanto à natureza do corpo de Jesus:
  • "A presença de Jesus entre vós, durante todo aquele lapso de tempo, foi, com relação a vós outros,   uma aparição espírita, visto que, pelas suas condições fluídicas, completamente fora dos moldes da   vossa organização, seu corpo era harmônico com a vossa esfera, a fim de lhe ser possível manter-se   longo tempo sobre a Terra no desempenho da missão com que a ela baixara."
Não queremos aqui negar que Cristo veio em plena humanidade, pois Bíblia afirma reiterada vezes a plena humanidade do Filho de Deus. O apóstolo João condenou os ensinos gnósticos de sua época, que entre outros ensinos negavam que Jesus tivesse vindo em carne, dizendo que o seu corpo humano era mera aparência. Diz o apóstolo:
  • "AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (1JO 4:1)
    "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;" (1JO 4:2)
Quanto ao corpo de Jesus, vejamos o que o relato bíblico nos diz:
  • "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)
Embora o corpo ressuscitado de Jesus tivesse propriedades extraordinárias, como a capacidade de materializar-se e desmaterializar-se:
  • "Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (LC 24:31)
    "E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco." (LC 24:36)
Tinha também a propriedade de entrar em ambientes fechados:
  • "Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco." (JO 20:19)
Apesar das características acima, seu corpo era constituído de carne e ossos: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)
Embora não seja nossa intenção nos aprofundarmos num estudo sobre a humanidade de Jesus, acrescento que Cristo experimentou sentimentos e necessidades humanos não pecaminosos, como:
  • Cansaço: "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." (JO 4:6)
  • Sede: "Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede." (JO 19:28)
  • Fome: "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;" (MT 4:2)
Quanto a divindade de Cristo, o testemunho das Escrituras é plenamente reconhecido. Tanto os espíritas quanto os Testemunhas de Jeová, negam a divindade de Cristo. Para uma melhor compreensão do assunto, convido-o a ler: A TRINDADE.
Plano de Salvação do Espiritismo
O espiritismo ensina que o homem, através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios esforços e pela prática das boas obras vai aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do sacrifício vicário de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a verdade; o espiritismo, ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo, que, tendo alcançado um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo.
Diz-nos Kardec, sobre a graça: "... se fosse um dom de Deus, não daria merecimento a quem a possuísse. O espiritismo é mais explícito, porque ensina que quem a possui a adquiriu pelos próprios esforços em suas sucessivas existências, emancipando-se pouco a pouco das suas imperfeições." (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, IV, XVII)
Que contradição com as Escrituras! Deus não nos salva com base em quaisquer méritos pessoais nossos, mas unicamente por sua graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"
"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." (RM 3:23 e 24)
O ensino espírita segundo o qual "Fora da caridade não há salvação" identifica a salvação com a prática de boas obras. Entretanto, as boas obras não salvam, nem ajudam ninguém a salvar-se. Paulo afirma em Efésios:
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."
"Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" (EF 2:8 e 9)
Ele declara que fomos criados em Cristo para as boas obras: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (EF 2:10). Portanto, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras.
As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo, pois quando nos tornamos novas criaturas, mediante a fé nele, abandonamos as práticas más e nos voltamos para a prática do bem. "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2CO 5:17)
Logo, as boas obras são a manifestação do amor que a pessoa tem a Deus.
A Bíblia nos mostra claramente que todo o problema do homem é motivado pelo pecado, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Deus ama os pecadores, porém o pecado separa o homem de Deus:
"EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir."
"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (IS 59:1 e 2)
O homem nada pode fazer para alcançar justificação diante de Deus. O sofrimento e as boas obras, como apregoa o espiritismo, jamais serão suficientes para vencer a distância que o separa de Deus, pois, como expressou o profeta Isaías, "... todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam." (IS 64:6)
O estado do homem é profundamente desesperador, porém não irremediável, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (JO 3:16)
Jesus Cristo veio ao mundo com objetivo específico de "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10:45)
Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus pelos nossos pecados, para que possamos obter a salvação:
  • "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;" (1 Pe 3:18)
  • "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1 Pe 2:24)
Que contraste com o que ensina o espiritismo! Vejamos o que escreveu Léon Denis ao negar o valor do sacrifício de Cristo em nosso lugar:
  • "Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares afirmam em todos os pontos do mundo".
Percebe-se aqui uma contundente tentativa de negar o valor da obra expiatória de Cristo na cruz. Ao dizer que o sangue, "mesmo de um Deus", não poderia resgatar ninguém, Denis está implicitamente, mais uma vez, negando a divindade de Jesus, a qual, como vimos, é afirmada pelas Escrituras.
O conceito espírita de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina:
"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8).
A salvação vem unicamente pela graça (favor imerecido) de Deus e não por qualquer coisa que a pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9).
A Bíblia  no Espiritismo
O espiritismo nega textualmente a inspiração divina da Bíblia, ensina que o registro bíblico não deve ser tomado literalmente.
Eis o que Kardec diz a respeito das Escrituras:
A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão desenvolvida pela ciência, não poderia aceitar hoje em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se ligam a costumes que não são adotados... A ciência, levando suas  investigações até a entranhas da terra, e à profundeza dos céus, tem pois demonstrado de modo irrecusável os erros da Gênese mosaica tomada à letra, e a impossibilidade material de que as coisas se hajam passado tal com estão relatadas textualmente... Incontestavelmente, Deus, que é todo verdade, não pode induzir os homens ao erro, nem consciente, nem inconscientemente, pois então não seria Deus. E, pois, se os fatos contradizem as palavras que a ele são atribuídas, necessário se torna concluir, logicamente, que ele não as pronunciou, ou que elas foram tomadas em sentido diverso... Acerca desse ponto capital, ela [a ciência] pôde, pois, completar a Gênese e Moisés, e retificar suas partes defeituosas." (Allan Kardec, A Gênese, IV, 6, 7, 8 e 11).
Léon Denis, outra autoridade do espiritismo, assim se expressa sobre o valor da Bíblia;
"... não poderia a Bíblia ser considerada "a palavra de Deus" nem uma revelação sobrenatural. O que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou legendárias, de ensinamentos sublimes, de par com pormenores às vezes triviais". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, FEB, São Paulo, s.d., 7a. ed., pág. 267).
Assim, o espiritismo, através de suas maiores autoridades, nega a revelação divina encontrada nas Escrituras, relegando-as ao nível de uma mera compilação de fatos históricos e lendários. É curioso, entretanto, que querendo dizer-se cristão, o espiritismo freqüentemente lance mão das Escrituras, citando-as com profusão quando lhe convém.
Isto significa que para os espíritas não faz diferença se a Bíblia é ou não a Palavra de Deus - desde que possam usá-la quando desejam dar à sua crença uma aparência cristã, ou seja, citando passagens isoladas que parecem dar apoio à teorias espíritas. Quando, porém, o ensino claro das Escrituras refuta essas mesmas teorias, dizem então que elas não são a inerrante Palavra de Deus pela qual devemos testar o que cremos.
Portanto, o espiritismo não é uma religião cristã, pois nega a inspiração do Livro que é a base do cristianismo, assim como os seus ensinos. Com o que concorda o escritor espírita Carlos Imbassy, quando escreveu:
"O espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo." (Carlos Imbassy, À Margem do Espiritismo, p. 126)
Conclusão
Pelo exposto, diante das evidências da Palavra de Deus, sigamos os seus ensinos, pois ela, positiva e enfaticamente, condena o espiritismo e proscreve-o em todas as suas formas, tanto antigas como modernas.
Não poderíamos concluir nosso trabalho, sem informar a verdadeira identidade dos espíritos do espiritismo.
Não resta dúvida que seres espirituais fazem suas aparições e manifestam seus poderes nas sessões espíritas. O que desejamos saber é quem são esses seres desencarnados, que vêm ao nosso mundo por convite especial ou invocação dos médiuns.
Podem os mortos comunicarem-se com os vivos?
Para responder a esta e as perguntas que se seguem, apenas as Sagradas Escrituras, a revelação máxima da vontade de Deus, esclarecem com autoridade essa questão, dando-nos a verdadeira e plena satisfação de ter encontrado a resposta.
Gostaria que você lesse no evangelho, no livro de Lucas, a parábola do rico e Lázaro, que se encontra no capitulo 16, versículos de 19 a 31. Nesta passagem vemos claramente que os mortos não podem e não tem permissão para se comunicarem com os vivos. Demos ênfase ao versículo 26: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá." (LC 16:26)
Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras um só indicio de que o homem, em seu estado atual, possa ter qualquer tipo de relação com os espíritos dos mortos. Pelo contrário, como vimos, o Senhor tem "as chaves da morte e do inferno" (Apocalipse 1:18) e somente Ele tem poder para fazer sair dali os espíritos, o que fará nas duas únicas ocasiões, ou seja, na primeira ressurreição para os santos (1 Ts 4:16) e na ressurreição do juízo para os perversos (João 5:29). Enquanto aguardamos esse evento, o espíritos dos crentes que já morreram está com o Senhor, "ausente deste corpo e presente com o Senhor" (2 Coríntios 5:8); eles partiram para estar com Cristo (Filipenses 1:23), mas os espíritos dos perversos estão "em prisão"
(I Pedro 3:19), motivo pelo qual não têm a liberdade de sair quando são "chamados".
Se não resta dúvida que no espiritismo entra-se em contato com poderes sobrenaturais, com espíritos e forças extra-humanas e extraterrenas, capazes de manifestações surpreendentes, e se esses espíritos, segundo os ensinos das Escrituras, não pertencem aos mortos, então quem são eles? Qual é a sua história? Qual a sua missão? Onde habitam?
Quem são eles?
A Bíblia nos fala de seres espirituais, invisíveis aos homens, que algumas vezes se materializam e exercem poderes sobrenaturais. Tais forças espirituais compõem de duas classes: a de seres bons, chamados de anjos, a quem Deus usa para proteção e auxílio ao homem, e a de seres maus, que assim se tornaram porque voluntariamente se afastaram do plano original de Deus e tomaram parte num movimento de rebelião contra o governo de Deus.
Os anjos são seres espirituais criados por Deus, conforme está escrito: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele." (CL 1:16)
Mais ainda, as Escrituras afirmam que os anjos são uma ordem de seres mais elevada do que os homens:
"Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste." (SL 8:5)
Qual a sua missão?
Sabemos existir duas categoria de anjos: os bons e aqueles que se tornaram maus.
Os bons tem como missão sempre beneficiar o homem. São chamados na Bíblia "espíritos ministradores" ou mensageiros." Deus os envia para socorrer a humanidade em diferentes circunstâncias da vida.
Anjos tem agido de modo maravilhoso em diferentes ocasiões, algumas vezes assumindo a forma humana, a fim de proteger a crianças e adultos. As Escrituras contem muitas histórias de tais ocasiões.
É bastante conhecida esta  passagem que afirma esta realidade: "O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra." (SL 34:7)
Falando dos "pequeninos" Jesus nos diz sobre os anjos de guarda destes: "Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus." (MT 18:10)
Também é bastante conhecido o relato do acontecido com Daniel: "O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano." (DN 6:22)
Então, se os espíritos não são os mortos que voltam, podem ser os anjos bons? A resposta é definitivamente Não, pela simples razão de que os espíritos que aparecem nas sessões são impostores. Afirmam ser os espíritos de seres humanos mortos, e em dizendo isto proferem uma falsidade. Consequentemente, não podem ser anjos de Deus. Os anjos, como Deus, não mentem. O próprio espiritismo admite que alguns dos espíritos são mentirosos. Allan Kardec assevera que  "os espíritos enganadores não tem escrúpulos em se abrigarem sob nomes que tomam emprestado, para fazerem aceitar suas utopias". (O Evangelho Segundo o Espiritismo, IDE, Introdução II,  p. 12) Mais adiante ele nos diz: "O espiritismo vem revelar uma outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios que da Terra, passaram para a erradicidade, e se adornam com nomes veneráveis para procurar, graças à máscara com a qual se cobrem, recomendar idéias, freqüentemente, as mais bizarras e as mais absurdas." (Idem, cáp. XXI, pág. 261).
Segundo as Escrituras, não somente alguns dos espíritos são mentirosos, como afirma Kardec, mas todos o são, porque mantém a falsidade e procuram passar por quem não são.
A única coisa que nos resta é identificar tais espíritos com as potências do mal, as quais Paulo chama "hostes espirituais da maldade". Mas de onde vêm? Quem as criou? Pode um Deus perfeito e perfeitamente bom criar seres vis e enganadores?
Qual  é a sua história? (A origem do mal)
Segundo o espiritismo, "O mal, sendo o resultado das imperfeições do homem, e o homem, sendo criado por Deus, Deus, dir-se-á, se não criou o mal, pelo menos a causa do mal; se houvesse feito o homem perfeito, o mal não existiria". (Allan Kardec, A Gênese, cáp. III, item 9). Em outras palavras, diz o espiritismo que Deus, que Deus, "se não criou o mal, pelo menos (criou) a causa do mal". No parágrafo seguinte desta citação encontramos: "Se o homem tivesse sido criado perfeito, seria levado fatalmente, ao bem". Se Deus tivesse criado o homem perfeito, consequentemente, ele seria igual a Deus, seriam Deuses em potencial e não homens.
Diz-nos o relato bíblico que o homem foi criado "à sua imagem, conforme a sua semelhança" (Ver Gn 1:26 e 27). Deu também ao homem livre arbítrio. ou seja, a capacidade de resolução que depende só da vontade. Colocou a teste sua obediência quando disse: " De toda a árvore do jardim comerás livremente,"
"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (GN 2:16 e 17). Bem sabemos o final desta história. O homem desobedeceu a Deus e começou toda a sua desgraça. (Ver Gn 3)
Esta foi a história do pecado, a origem do pecado entre os homens. E a origem do mal? Onde teve seu princípio? Foi com a queda do homem? Certamente que não. Sua origem se deu muito antes da criação do homem.
Deus jamais criou um diabo ou demônios. Mas criou seres perfeitos e bons, com pode de livre escolha:
"Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas." (EZ 28:14)
"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti." (EZ 28:15)
"Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti." (EZ 28:17)
Deus criou um ser de exaltada beleza, de absoluta perfeição, de maravilhoso poder. Mas a inveja, o orgulho e a ambição egoística corromperam a sua santidade.
No Antigo Testamento, encontra-se registrada a triste história daquele que uma vez fora o ser mais exaltado do universo:
"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!"
"E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte."
"Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." (IS 14:12 a 14)
A soberba e a ambição o corromperam. Quis ser semelhante a Deus. Ao iniciar a rebelião contra Deus, foi aviltado e expulso de sua magnífica morada, arrastando, em sua queda, importante contingente da hoste celestial que conseguira enganar.
O capítulo 12 de Apocalipse menciona uma grande batalho no Céu. Aí João, o revelador, fala da visão que Deus lhe deu:
"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;"
"Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus."
"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." (AP 12:7 a 9)
Na sua queda, o diabo, satanás, a antiga serpente, aquele que fora Lúcifer (filho da alva), arrastou a terça parte dos anjos com ele:
"E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho." (AP 12:4)
São eles que estão por trás do espiritismo, o diabo e seus anjos caídos!
Onde habitam?
Deixemos que a Palavra de Deus responda:
"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;"
"Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus."
"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." (AP 12:7 a 9)
Conclusão
As forças misteriosas que produzem as estranhas manifestações sobrenaturais nas sessões se distinguem por três características, e a Bíblia as atribui a Satanás e seus anjos - os demônios:
  • São seres espirituais invisíveis, e só ocasionalmente se materializam, numa forma enganadora.
  • São mentirosos, impostores, pois se declaram espíritos de mortos, ao passo que a Bíblia afirma que os mortos não podem comunicar-se com os vivos e vice-versa.
Jesus Declara a respeito de Satanás: "Não há verdade nele; quando fala mentira, fala do que lhe é próprio; pois é mentiroso, e pai da mentira". (Jo 8:44)
Desde que lançado fora do Céu com os seus anjos, o principal objetivo de sua existência tem sido enganar, seduzir, impelir os homens para a ruína, e opor-se a toda verdade com respeito a sua própria natureza e a natureza de Deus. Os espíritos nas sessões mostram-se impostores porque declaram falsa identidade.
  • São inteligências poderosas e capazes de realizar coisas impossíveis ao homem. Investigações científicas têm provado que as manifestações espíritas são inexplicáveis na moldura de leis naturais conhecidas, e devem ser incluídas entre os fenômenos chamados em linguagem religiosa "milagres".
Dizem as Escrituras que Satanás e seus espíritos malignos agem "com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira". O apóstolo João disse: "E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse." (AP 13:13 e 14)
Jesus advertiu a todos os cristãos: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (MT 24:24)
Muito embora tenhamos a mais sincera consideração pelos que ativamente promovem o espiritismo, sentimo-nos obrigados a afirmar, com a autoridade da Bíblia, que o espiritismo tem origem satânica, e sua prática não somente engana os homens, afastado-os do único caminho da salvação mediante o evangelho (que aponta para Jesus Cristo e seu sacrifício vicário), mas freqüentemente perturba a alma, confunde as faculdades mentais e precipita o ser humano numa escravizante dependência dos espíritos, levando à desorientação e ao desespero.
É por isto que a Bíblia condena o espiritismo.
Bibliografia:
1. Forças Misteriosas Que Atuam Sobre a Mente Humana, Fernando Chaij, Casa Pub.Brasileira.
2. Grandes Verdades Sobre o Espiritismo, Reginaldo Pires Moreira, JUERP.
3. O Império das Seitas, Walter Martin, Editora Betânia.
4. Desmascarando as Seitas, Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro, Casa Publ. das Assemb. de Deus.
5. Seitas e Heresias, Raimundo F. de Oliveira, Casa Publ. das Assemb. de Deus.

Copiado do CPR - Centro de Pesquisas Religiosas,

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

POR QUÊ ESPIRITISMO ?

1. INTRODUÇÃO

 

"Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no Testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o Testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho, possui a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida."
(1Jo 5:10-12)

O objetivo deste estudo "POR QUE ESPIRITISMO?" é resgatar, é procurar trazer de volta para os caminhos de Cristo, todos aqueles nossos irmãos que, desconhecendo totalmente o Evangelho de Jesus Cristo e o poder de Deus, foram e são enganados pelos conceitos das doutrinações espíritas; e hoje, mergulhados na escuridão das trevas e ausência de Deus, acreditam, inocentemente, que seguem o mesmo caminho de Jesus, quando, na realidade, cultuam os espíritos das trevas, aqueles que, por sua soberba e liderados por Lúcifer, Príncipe das Trevas, foram todos derrotados por Deus e assim afastados definitivamente da sua glória e da sua presença.

Quando alguém é picado por uma serpente, é medicado com o antídoto extraído da própria serpente. Assim também foi concebido este estudo: utilizamos citações dos próprios livros doutrinários do espiritismo e, fundamentados nas revelações da própria Palavra de Deus, a Bíblia, apresentamos as falsas interpretações espíritas.

"... quem não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho... "

Disso temos certeza: pelos conceitos doutrinários contidos nos livros consultados, nem Allan Kardec, nem Carlos Embassahy, nem Luís de Matos e os demais autores espíritas, acreditaram no testemunho que Deus deu a respeito do seu Filho Jesus. Por isso, com relação aos ensinamentos bíblicos, esses homens não merecem crédito nem seguidores, pois afrontaram diretamente a Deus.

Neste momento, rogamos de coração ao nosso Deus e Pai, que pela ação do Espírito Santo, conceda discernimento aos doutrinadores que ainda vivem, para que eles confessem de público a Jesus, como único caminho que nos conduz ao Pai, e peçam também perdão a Deus pelo estrago espiritual que já provocaram em milhares de almas, pois só assim participarão um dia do Reino de Deus e da Sua Eterna Glória. Amém.

 

2. A ORIGEM DO ESPIRITISMO
 

O pensamento religioso budista da Índia, dissensão do hinduísmo e do Bramanismo, baseia-se no SAMSARA, isto é, o ciclo infinito de nascimentos, mortes e reencarnações dos seres vivos no mundo transitório. A retribuição das ações cometidas, boas ou más, ou seja, o KARMA, é que determina o lugar de cada reencarnação, numa escala hierárquica onde inclui seres humanos, deuses e demônios infernais, fantasmas, animais, plantas e minerais.

Segundo o Budismo, a vida é, ao mesmo tempo, a continuação de vidas anteriores e a preparação de vidas futuras, onde o reencarnado pode passar por diversos estágios onde receberá, passivamente, o fruto de seus atos.

A única salvação deste ciclo infinito é chegar a um estado chamado NIRVANA (evasão da dor). Mas somente a minoria sábia pode saltar do Samsara para a salvação, enquanto a maioria dos seres continuará no seu ciclo.

A influência da filosofia oriental, principalmente o pensamento ateísta-agnóstico do Budismo, foi o caminho espiritual que inspirou muitas formas religiosas no oriente e no ocidente, onde o homem é apresentado como um ser iludido pelas paixões e interesses mundanos, podendo entretanto alcançar níveis de perfeição que o libertem da seqüência de reencarnações que o prendem à vida.

Assim sendo, em meados do século XIX, a corrente espírita iniciada nos Estados Unidos e consolidada na França, através da formulação de Allan Kardec, coincide não só com as concepções do mundo de inspiração hindu, como também com as seitas concebidas na antigüidade, uma vez que a preocupação em manter contatos com os espíritos dos mortos fazia parte das práticas religiosas dos egípcios, caldeus, gregos e romanos.

Já naquela época praticava-se a "magia branca" e a "magia negra". Quando alguém procurava entrar em contato com os espíritos dos mortos na intenção de ser beneficiado ou influenciado por eles, tinha-se a "magia branca" e, em caso contrário, tinha-se a "magia negra".

O Egito, país que deu ao mundo como herança macabra o "Livro dos Mortos", também base dos conceitos espíritas atuais, possui em toda a sua arte, literatura, ciência e religião, profundas influências nas crenças espíritas.



3. O QUE É ESPIRITISMO
 

A crença de que os espíritos dos mortos "se comunicam" com os seres humanos, constitui a base da doutrina espírita. 0 que hoje se chama Espiritismo, na antigüidade e na Bíblia é conhecido como Necromancia. 0 que hoje é médium, na antigüidade e na Bíblia é conhecido como necromante, feiticeiro (a), pitonisa. 0 que hoje conhecemos por centro espírita, na Bíblia e também na antigüidade era conhecido por tenda ou caverna.

A comunicação com os mortos na busca incessante de "evolução" espiritual no além, onde os espíritos 'tomam emprestado" o corpo das pessoas, e a prática da caridade e orientação nos ensinamentos espíritas, enquanto os próprios "espíritos" aguardam o momento da sua reencarnação, para, através do sofrimento, pagar os erros cometidos em outras encarnações ou se aperfeiçoarem através da prática da caridade, constituem a base dos ensinamentos apresentados ao mundo pelo ex-professor francês León Hippolyte Denizart Rivail, maçon do grau 33 junto à Grã-Loja Escocesa Maçônica de Paris (segundo lê-se em "As Grandes Religiões" - Ed. 1 9737 50 vol., pá<Y,. 916), que jurou ter sido um guerreiro druida em outra encarnação, de nome Allan Kardec. Talvez venha daí a profunda influência dos princípios maçônicos sobre a doutrina do kardecismo.

León Hippolyte adotou o nome de Allan Kardec, que, em 1857, ao lançar o "Livro dos Espíritos", deu início A doutrina espírita, pois essa obra passou a ser considerada como uma espécie de "bíblia" do espiritismo.

Pouco tempo após seu lançamento, milhares de pessoas começaram a se interessar pela existência dos espíritos e a tentar "entrar em contato" com eles.

Kardec escreveu mais seis livros, todos considerados também fundamentais para a doutrinação espírita: 'O que é Espiritismo", o "Livro dos Médiuns", 'Céu e Interno", o "Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Gênese" e "Obras Póstumas".



4. EVOLUÇÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL
 

Foram responsáveis pelo aparecimento das crenças espíritas no Brasil, além dos colonizadores portugueses, que apesar de católicos, trouxeram a crença na bruxaria européia, os indígenas que aqui já moravam, com suas crendices e superstições, e os negros africanos vindos para o Brasil, como escravos.

Vários são os fatores apontados por estudiosos como causa da aceitação da evolução e propagação das práticas espíritas no Brasil. Entre esses fatores, destacam-se:

a) A crendice e superstição reinantes em milhares de brasileiros que encontram nos amuletos, talismãs, patuás, rezas fortes, etc., quase sempre pendurados no pescoço ou em algum lugar de destaque em suas casas, verdadeiros protetores de todo e qualquer mal.

b) A herança recebida da crendice e superstição dos colonizadores portugueses, responsáveis pelo sincretismo religioso, fruto da união das crenças dos escravos africanos com seus ídolos e vodus, e da adoração excessiva e paganizante das imagens e crendices aqui trazidas.

c) Lastimável quadro de pobres e indigentes que vivem á margem da sociedade e que, em troca dos recebimentos e favores vindos de atividades filantrópicas, tais como a distribuição de alimentos em vias públicas, visitas e assistência a creches, abrigos para idosos, etc., aceitam as doutrinações espíritas, enquanto seus anseios estão sendo saciados.

Por outro lado, aqueles que realizam essas atividades, não as considerara como conseqüência expontânea de amor ao próximo e de um ato de justiça, como assim nos ensinou Jesus Cristo, mas na intenção de se "aperfeiçoarem" através dessa prática e assim reduzirem seus sofrimentos nas "encarnações" futuras. Daí a grande diferença entre caridade e filantropia.

Porém, entre os fatores também estudados, dois merecem destaque como sendo os responsáveis no poder de persuasão para atrair novos seguidores. São eles:

a) "Você é médium: preciso desenvolver sua mediunidade."

É o que repetem milhares de espíritas a pessoas curiosas, oprimidas, doentes ou possessas, que procuram terreiros e centros espíritas em busca de "ajuda".
Este é o grande laço do passarinheiro, segundo a Palavra de Deus no Livro dos Salmos 91.3:
,Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.


b) "A saudade dos parentes falecidos."

Muita gente fica curiosa ao ouvir dizer que um parente seu "baixou" durante uma sessão espírita e, 'incorporado" em um médium, confessou que desejaria conversar com alguns parentes vivos. Há inclusive casos de famílias inteiras, movidas pela curiosidade e desconhecimento total do Evangelho de Cristo que tornaram-se praticantes do espiritismo após haverem recebido um desses "recados do além".


Os mortos não voltam. É o que nos revela a Bíblia. Se os mortos voltassem Deus não teria permitido que na Bíblia fossem registradas as palavras de Davi em IISm 12:22-23:

"Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: quem sabe o Senhor se compadecerá de mime continuará viva a criança? Porém agora que é morta, porquê jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim."

Se constasse entre os desígnios de Deus a liberdade dos mortos comunicarem-se com os vivos e vice-versa ou a possibilidade de reencarnação, não estaria também registrado na Bíblia:
"Aos mortos está ordenado morrerem uma só vez e, depois, o juízo." (Hb 9:2 7)

A Bíblia, através do ISm 28, nos relata um caso de necromancia envolvendo o rei Saul e a pitonisa de Endor, onde Saul é morto como castigo de Deus por ter consultado uma necromante, que predisse sua morte e a de seus filhos para o dia seguinte, onde seriam mortos pelos filisteus.

Quando analisamos os capítulos seguintes do Livro de Samuel, observamos que as predições da pitonisa ou médium foram uma farsa:

a) Em 1Sm 31:14, narra o suicídio de Saul. Logo, ele não foi morto pelos filisteus.

b) 0 1Sm 31.8 desfaz a predição da pitonisa, pois assim narra este texto: "Sucedeu pois que, vindo os filisteus no outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e seus três filhos caídos no monte Gilboa.

c) Em I Sm 31:2, narra que os filisteus mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, Filhos de Saul.
Não foram todos os filhos de Saul que morreram, conforme predisse o "espírito" á pitonisa.

d) Pois assim está escrito em IISm 2:8-9:
1. "Entretanto Abner, Filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou Isboset, filho de SauI, e levou-o a Maanaim, onde o declarou rei sobre Benjamim, Efraim.....e todo o Israel."

Só a Deus cabe o dom da revelação através do Espírito Santo, a todo aquele que Ele quiser revelar, segundo a Sua vontade, para honra e glória do Seu nome.

Tem muita gente enganada acerca do espiritismo. Os doutrinadores espíritas, para atraírem pessoas que não conhecem o poder de Deus pela leitura da Bíblia, falam em Nome de Jesus e afirmam que Espiritismo e Cristianismo são a mesma coisa. Dizem, inclusive, que jamais se afastam dos ensinamentos de Jesus.

Isto se constitui numa afronta a Deus, pois Ele mesmo nos revelou em ITm 4.1: "Mas o Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns apostarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios."

A verdade é que Allan Kardec codificou todo um sistema de doutrinas contrárias ao ensinamento bíblico e ao próprio Jesus Cristo. 'Todas as doutrinas espíritas, sem exceção negam a verdade contida na Bíblia.

Milhares de brasileiros que ainda não alcançaram a mensagem do Evangelho de Cristo e que permanecem angustiados e decepcionados por não verem seus desejos e necessidades saciados, segundo seus anseios particulares, e ainda mergulhados na superficialidade dos seus velhos conceitos sobre Deus, deixam-se envolver com correntes ou tendências espíritas existentes neste país e ainda continuam, infelizmente, alimentando-se, como na Parábola do Filho Pródigo, das bolotas que os porcos comiam (ver Lc 15:16) e deixam de lado o imenso e glorioso banquete celestial que Deus nos oferece.

Porém, muitos deles, no fundo de seus corações, mesmo que a isso queiram ignorar, seus espíritos estão famintos e desejosos do verdadeiro Pão da Vida descido do Céu - Jesus Cristo.
O inimigo de nossas almas, cuja existência é negada pelos espíritas, aquele que, segundo a Palavra de Deus pelo profeta Isaías, foi derrubado ele e seus anjos do alto de sua soberba (Is 14:12-15), vem mantendo milhares de seres humanos mergulhados na confusão e escuridão das práticas espíritas, pois ele também quer ser cultuado como Deus.


5. DIVISÃO DO ESPIRITISMO NO BRASIL
 

O Espiritismo, tanto o de origem européia, codificado por Allan Kardec, como o de origem africana ou indígena, ou seja, candomblé, umbanda, xangô, pajelança e outros, são conjuntos de ensinamentos contrários à Bíblia.

Os que se entregam a essa prática, procuram, por diversos meios , entrar em contato com os espíritos de pessoas falecidas, movidas pela curiosidade e pelo desejo de "conversar" com elas e obter informações sobre acontecimentos "futuros".

No seio do cristianismo, os cristãos, segundo suas convicções e expressão de fé estão distribuídos por várias denominações, ou seja, católica romana, episcopal, pentecostal, luterana, batista, etc.

No seio do Espiritismo isso também é válido. Os espíritas também se distribuem, não por denominações, mas por correntes ou doutrinações.

Pois, no Brasil, o Espiritismo é dividido em cinco grupos principais:

UMBANDISTA: - Conhecido também como baixo espiritismo. Este grupo compreende:
Umbanda: é o nome da atual macumba. originou-se de escravos bantos, vindos da África.
Quimbanda: é a famosa magia negra, trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses. É também conhecido como espiritismo do livro de São Cipriano da capa preta.
Xangô: é outra forma de espiritismo afro-brasileiro.
Babaçuê: espiritismo de origem africana, influenciado pela pajelança . .
Pajelança: ritual indígena realizado pelo pajé da tribo. A semelhança das sessões espíritas, nela também ocorre o transe, as incorporações de espíritos e mensagens.
Catimbó: feitiçaria de origem européia, influenciada pelos indígenas e africanos.

KARDECISTA - Conhecido também como alto espiritismo. Este grupo compreende:

Kardecista Puro: segue as doutrinas de Allan Kardec.
Ruteirista e Ubaldista: seguem as doutrinas de João Batista Roustang e de Pietro Ubaldi, respectivamente.
Emmanuelista: é influenciado pelos 'ensinamentos' de Emmanuel, o espírito guia' de Chico Xavier.
Ramanista e Paganizante: seguem os ensinamentos do 'espírito guia" Ramatis e a tendência espírita liderada por Carlos Embassahy, respectivamente.

OUTRAS TENDÊNCIAS: conforme o "líder" ou "espírito guia", como Yokanam, tia Neiva, etc.

GRUPO RACIONALISTA - corrente fundada em 1910 por Luiz de Matos, inimigo do Kardecismo.


GRUPO ESOTERISTA - divide-se nas seguintes organizações:

" Rosacruz, Teosofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento,,
" Organizações diversas tais como:
Ordem dos Iluminados, Legião da Boa Vontade, Ordem Esotérica do Mentalismo,Gnosticismo, Logosofia e Cultura Racional Superior.

GRUPO CIENTÍFICO - espiritismo voltado para o estudo da paranormalidade.

Os Kardecistas não admitem ser confundidos com os umbandistas. Mas a verdade é que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa.

A própria Federação Espírita Brasileira reconheceu essa igualdade. Eis o que foi escrito em seu órgão oficial de informação "O Reformador", em sua edição de julho de 1953, pág. 149:

"Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita- ora, o umbandista nelas crê. Logo umbandista é espírita, mas nem todo espírita é umbandista, porque nem todo espírita aceita práticas de umbanda."

Eis os pontos comuns entre o Espiritismo e a Umbanda:
a) comunicado com os espíritos dos mortos, os "desencarnados";
b) a reencarnação;
c) sofrimento, como base para a evolução no progresso espiritual;
d) a prática da "caridade", que acelera esse progresso.

As pessoas que se esforçam para praticar boas obras, desenvolver-se na mediunidade, crendo que morrerão e reencarnarão diversas vezes e depois passarão a viver em outros mundos como "guias de luz", ficarão bastante surpresos com o que o próprio Deus nos revela em Ef 2:8-9:

"Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras para que ninguém se glorie."

Esses falsos "santos" ou entidades que baixam em centros espíritas, além de encher o espírito do ser humano de confusão e engano, fazem pesadas exigências a quem os procuram em busca de "favores", que sempre terminam levando as pessoas à escravidão espiritual e, o que é muito pior, jamais verão a face de Deus, pois não terão a vida eterna, segundo a própria promessa divina.

Assim Deus nos revela em Deuteronômio 18:10-13:
"Não se achará diante de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de serpentes, nem necromantes, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa, é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus, os lança diante de ti. Perfeito serás como o Senhor teu Deus."

E Deus ainda nos revela em Levítico 20:6:
"Assim disse o Senhor: se alguém se dirigir aos espíritas ou aos advinhos para se relacionar com eles, voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do meio do meu povo"


6. O PENSAMENTO ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA
 

Em suas argumentações, os doutrinadores espíritas, usando geralmente uma linguagem reverente, citam textos bíblicos na ânsia de provar que suas doutrinas encontram apoio nos textos bíblicos e assim também se constituem parte do cristianismo.

Porém são capazes de negar imediatamente que a Bíblia é um livro inspirado por Deus e de rotulá-la como velha e ultrapassada, quando alguém cita um ou alguns dos muitos textos bíblicos que condenam as práticas e doutrinas espíritas.

Jamais haverá igualdade ou paralelismo entre conceitos brâmanes, hindus, budistas, espíritas e demais correntes, frutos da criação da limitada mente humana, com as reveIações contidas nas palavras do próprio Deus, único e Verdadeiro, através da Bíblia.

Sabemos porém, que existem espíritas sinceros que, entregues inocentemente a essas práticas, supõem estar obedecendo à vontade de Deus o observando seus mandamentos, quando na realidade estão negando o próprio Deus e desprezando seu amor e sua misericórdia.

Infelizmente são pessoas totalmente enganadas, pois supõem ter Kardec respeitado, durante todo o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da Bíblia como a expressão da Palavra de Deus.

A realidade, porém, é completamente outra. Eis o que escreveram e pregaram as expressões máximas do espiritismo:

a) Na página 87 do livro "A Gênese", diz Kardec: 
"A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são nossos." 

b) Na página 308 do livro "Obras Póstumas", Kardec ainda ratifica:
"O espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única verdadeiramente divina e humana."

Que afronta a Deus! Como isso pode ser verdade, se o espiritismo nega inspiração das Sagradas Escrituras, a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus, como Filho único de Deus, a possibilidade de perdão dos pecados, a existência de Céu e Inferno, o juízo Final, a Ressurreição e outras verdades bíblicas?

Para as pessoas incrédulas, que não conhecem as Escrituras, é "mais fácil" se tornarem espíritas, pois o espiritismo torna as coisas mais fáceis e cômodas porque, ensinando que Deus não criou o homem à sua imagem e sim uma multidão de espíritos atrasados, imperfeitos e necessitados de "evolução" - negando assim o texto bíblico do livro de Gêneses 1:27 - mostra, através da "reencarnação", uma estrada repleta de chances para todos se aperfeiçoarem e "apagarem" as más ações cometidas em existências anteriores".

Sobre esta heresia, nos diz a Bíblia:

"O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a Luz do Evangelho da Glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." 2Co 4:4)

c) Em seu livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec, depois de declarar que os dez mandamentos são de caráter divino' por pertencerem a todos os tempos e países - e só por este motivo seriam divinos! - nega a inspiração divina do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos: "Todas as outras leis que Moisés decretou, obrigado que seria a conter, pelo temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado só a idéia de um Deus terrível para impressionar criaturas ignorantes...
(FEB, edição de 1979, págs. 56 e 57)

Será que realmente as opiniões blasfemas e irreverentes de Allan Kardec sobre a Bíblia nos ajudam a crer que ele realmente acreditava em Deus?

d) Ainda no livro "A Gênese", página 386, Kardec ataca também os evangelistas, afirmando que eles "ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras de Jesus, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos... "

e) No livro "À Margem do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, fundador da corrente Paganizante, do Kardecismo, lemos:

"Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios na Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."

Este é realmente um espírita autêntico, pois tem consciência do seu paganismo, do seu ateísmo, e assim assume essa sua postura, que é a verdadeira do espírita: contrária a todo e qualquer ensinamento bíblico, pois ignora o poder de Deus e sua infinita misericórdia.

Na França, León Denis, sucessor de Kardec na continuação e divulgação de suas idéias, escreveu vários livros, dentre eles, o "Cristianismo e Espiritismo" muito lido e apreciado pelos espíritas brasileiros. Vale ainda salientar que este doutrinador espírita francês, por suas publicações, recebeu o título de "o filósofo inconfundível do espiritismo". Eis o que ele escreveu em "Cristianismo e Espiritismo" em sua 5ª edição, pág. 130:

"A Bíblia não pode ser considerada produto da inspiração divina." Ela é "de origem puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o pensamento filosófico se dissimula e desaparece ao mais das vezes."


f) finalmente , eis que foi publicado pela FEB - Federação Espírita Brasileira - através do seu órgão oficial "O Reformador" no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia:

"Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."


É esta a religião que muitos doutrinadores brasileiros diz ser cristã, que é "simplesmente a volta ao cristianismo primitivo , sob as mais precisas formas", conforme afirmaram Kardec e vários de seus continuadores?

Os espíritas devem se conscientizar de que a Bíblia não é um simples livro repleto de curiosidades e fatos históricos e sim a Palavra de Deus. A verdade nela contida permanecerá como o firmamento do céu, como bem se expressou o salmista no Sl 119:151-152:

"Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade. Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu."

Os espíritas devem também saber que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça." (2Tm 3:16). São injustas, enganosas e inspiradas pelo demônio as afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus:

"porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." 
(2Pd 1:21)

CONCEPÇÕES ESPÍRITAS


1 - A SANTÍSSIMA TRINDADE VISTA PFLO ESPIRITISMO


Segundo o espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar suas criaturas com justiça, pois Ele tolera sempre o pecado e procura dar um "jeitinho", através da "reencarnação", de "passar a mão" sobre a cabeça de todos, perdoando-lhes. Este é o tipo de Deus em que o diabo quer que a humanidade creia. É assim que o espiritismo considera Deus, pois é assim que se constata no livro de León Denis, "Depois da Morte", na pág. 114:

"Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem substituir à parte." Isto é uma afronta e uma tentativa de anular a pessoa de Deus.

Quanto à existência da Santíssima Trindade, os espíritas negam ou simplesmente ignoram, como faz Allan Kardec. Assim foi publicado no Jornal Espírita, na edição de Março/1953-Rj:

"Há mais do que uma pessoa em Deus?" Obtendo como resposta: "Não, a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os filhos do Universo."

Aí está a negação da Santíssima Trindade. 0 espírita Rangel Veloso, em seu livro "Pseudos Sábios ou Falsos Profetas", Ed. 1947, pág. 34, assim se expressa ao declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus:

"Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é Deus."

Este não e o deus que nós cristãos, conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o que sou". (Ex 3:14)


2. A CRIAÇÃO DO HOMEM E O PECADO ORIGINAL
 

Em Gn 1:26 aprendemos que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança.

No "Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, à página 112, lê-se que o ser humano não foi criado segundo o que afirma a Bíblia, mas afirma que "Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento."

Infelizmente os seguidores de Kardec assimilam esta afronta a Deus, inspirada pelo demônio, e, mergulhados na escuridão, seguem os passos do seu doutrinador.

Curiosamente, o próprio Kardec em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, à pág. 60, assim define os atributos de Deus:

"Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso."

Como poderá o cristão conceber essa sua definição enganosa, se ele mesmo declarou que Deus criou-nos como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e aspectos ridículos no caminho da perfeição?


3. O QUE O ESPIRITISMO DIZ SOBRE OS ANJOS
 

Para o espiritismo não existem anjos nem demônios, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.

Segundo o "Livro dos Espíritos" questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos puros, ou seja: Deus os criou inicialmente ignorantes e rudes, e no difícil caminho do aperfeiçoamento, passaram pelos reinos mineral, vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes, tornaram-se espíritos de luz.

Isto significa dizer que Nabucodonosor, Nero, Herodes, Hitler e outros terríveis homens sanguinários um dia serão anjos ...

E até os demônios teriam também outra oportunidade de novamente estar diante do trono de Deus, se o exposto neste livro de Kardec expressasse a verdade.


4. O DIABO SEGUNDO O ESPIRITISMO
 

Quanto à existência de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão somente espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição, tornando-se "anjos de luz".

No "Livro dos Espíritos", questão 131, assim diz Kardec com referência a satanás:

"evidente que se trata da personificação do mal sob a forma "alegórica", 

ou seja: o Príncipe das Trevas, como a ele se refere a Bíblia, não passaria, segundo Kardec, de uma invencionice, de uma fantasia.

Isso também significa dizer, segundo Kardec, que todas as expulsões de demônios feitas por Jesus, segundo os Evangelhos, são simples alegorias.

É precisamente isto que o demônio gosta de ouvir. Afinal, com sua malícia e forma ardilosa de agir, ele também quer ser adorado como Deus.


5. PARA O ESPIRITISMO, NÃO EXISTE CÉU NEM INFERNO
 

Kardec em seu "Livro dos Espíritos", questões 1016 e 1017, diz que o céu seria: "os planetas habitados pelos espíritos evoluídos."

Sua preocupação em negar a existência do céu e do inferno chegou a tal ponto que escreveu o livro "O Céu e o Inferno", onde com argumentações infundadas e fantasias diabólicas, nega a todo custo suas existências. Assim Kardec concluiu seu pensamento:

"Assim podemos dizer que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas corpóreas ou físicas."

Não é assim que Deus nos ensinou. Após a sua ressurreição, Jesus foi para o Reino de Deus. Voltou para o lugar onde sempre esteve desde a criação do mundo. Está na casa do Pai, para onde nós também iremos um dia, segundo a Sua Promessa. Nisso cremos, porque Deus é fiel e cumprirá tudo o que nos prometeu seu Filho Jesus.

Apesar dos espíritas crerem que a lei do karma determina as vidas sucessivas e que ninguém prestará contas, de uma vez por todas, a Deus, pelas faltas cometidas, eles só concebem a existência do castigo após a morte de duas maneiras: ou reencarnando, para sofrer em uma nova existência, ou sofrendo como espírito errante, no espaço.

Esses são espíritas que "precisarão de luz", e de praticar "caridade" através do corpo dos médiuns, que enganosamente se entregam à possessão demoníaca.

Kardecistas, umbandistas e demais componentes do espiritismo defendem essas idéias.

Porém Deus não pensa assim. Só no Novo Testamento, Jesus faz 15 referências ao lugar do tormento eterno. Eis algumas delas:

"... temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mt 10:28)
"... como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23:33)


6. JESUS VISTO PELO ESPIRITISMO


Aparentemente, o espiritismo diz acreditar em Jesus e apoiar-se em suas doutrinas. Se isso é verdade, porque então León Denis, em seu livro "Cristianismo e Espiritismo", na pág. 88, prega que cada um é responsável pela sua própria salvação? - Pois assim ele se expressa:

"Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada exterior a nós poderia fazê-lo."

0 espiritismo não reconhece a Jesus como o único caminho que nos conduz ao Pai, nem reconhece que Ele morreu na cruz em remissão dos nossos pecados.

Eis o sentido, nas palavras do próprio Allan Kardec, em que o espiritismo admite ser Jesus o Filho de Deus:

"Digamos que Jesus é Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus Pai, como nós aprendemos a tratá-lo de nosso Pai. É o filho bem amado de Deus, porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus a criatura, possui toda a confiança e toda a perfeição de Deus. Ele se diz Filho Único, não porque seja o único predestinado a desempenhar aquela missão na terra."

Assim, agindo com inspiração maligna, Kardec nega a divindade de Jesus, considerando-o apenas um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes.

Ainda sobre Kardec, é assim que ele ainda define Jesus em seu livro "A Gênese", Ed. 1949, à página 294:

"... Ele era um médium de Deus."

Ou seja, Kardec, falando em nome do Espiritismo que ele próprio codificou, considera Deus também um espírito em evolução e à busca de perfeição, e por isso necessitando de um médium aqui na terra. Quanta heresia!

Não é assim que Deus nos ensinou. Eis aqui uma das revelações bíblicas sobre Jesus, em Atos 4.12:

"E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."
 

A REENCARNAÇÃO
 


Segundo vários historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram referências à reencarnação estão nos Vedas - escritos filosóficos e religiosos dos hindus. Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e introduzida entre o povo pela classe dos brâmanes.

Esses sacerdotes inventaram toda essa história de vidas sucessivas com o propósito de inspirarem respeito das outras classes sociais da índia, para que assim fossem mantidos como superiores e protegerem seus privilégios.

Falando sobre suas próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua autoridade fosse antiquíssima aos olhos do povo.

Eles passaram a pregar que, de reencarnação em reencarnação, haviam chegado à posição em que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha profundo respeito por eles.

Sidarta Gautama, o Buda (iluminado), tomou emprestado essa idéia do bramanismo, acrescentando-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar e atingem o Nirvana, ou seja, a quietude, a serenidade perpétua.

Segundo essa doutrina da reencarnação concebida pelo budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, conclui-se que Deus não passa de Ser de ilimitada tolerância, pois não existe pecado. Portanto, roubar, matar adulterar, prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal sucedidas nesse longo caminho e aprendizado.

Como no budismo, no espiritismo considera-se que essas ações não devem ser cometidas, mas, caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las. Então Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na história, um dia serão "anjos de luz".

Não é assim que Deus nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14: "Assim cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus."

Negar a reencarnação é anular o espiritismo.

Carlos Embassahy, em seu livro "O Mundo Espírita", Ed. 1953, na pág. 01 assim se expressa:

"A importância da reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda sua base filosófica... sem a reencarnação, estaríamos diante de um completo vazio."

Por sua vez, Allan Kardec assim se expressa sobre a reencarnação em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, pág. 30:

"A reencarnação é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo."

A doutrina espírita da reencarnação ensina que nossa vida atual neste mundo é repetição de outras existências vividas em outros corpos, ou seja, o estabelecimento de soluções em parcelas, de pendências comportamentais.

No "Evangelho Segundo o Espiritismo", pág. 67, Kardec afirma que a "reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo."

De acordo com a exposição ora feita, observamos que a reencarnação foi concebida como doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por dois de seus mais respeitados doutrinadores espíritas.

No Cristianismo, aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre.

O texto bíblico mais antigo a que os espíritas se apegam para "provar" sua teoria reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:

"Então se levantou Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor."

Os doutrinadores espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, se apegam à expressão de Jó: "... e nu voltarei" para tentar provar que o próprio Jó acreditava na reencarnação: após a morte voltaria nu ao ventre de sua mãe, como nascera.

Ora, esse argumento se auto-anula, quando nos reportamos á pág. 67 do "Evangelho Segundo o Espiritismo", já citado acima, e à própria questão 201 do "Livro dos Espíritos", de Kardec, que assim se expressa:

"O espírito que animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova existência, e vice-versa? - Sim, pois são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres."

Entre os vários textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar suas doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação.

Os espíritas porém ignoram, que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que seu significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem. E isto nada tem a ver com a reencarnação.

Finalizando, se a doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo, certamente à pergunta de Nicodemus - "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?" - Jesus teria respondido: "Isto é possível Nicodemus. Basta você reencarnar."
Mas a resposta de Jesus foi: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus."

Os doutrinadores espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que pertencem ao Cristianismo como uma de suas denominações.

Daí a ânsia constante desses seguidores do budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, em recorrer à Palavra de Deus, que eles ignoram em suas doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre seus conceitos, o que nos deixam transparecer, claramente, suas grandes dúvidas ou hesitações naquilo que tanto pregam.

Caros irmãos em Cristo Jesus:

Ao abordar um espírita, o cristão deverá, com bastante amor e à luz da Palavra de Deus, resgatá-lo das trevas onde se encontra e apresentando-o Jesus, não como um "médium", segundo Kardec, mas como o filho único e Deus e também o único e somente único caminho que nos conduz ao Pai, pois esta é a verdade suprema.

Se porém o cristão for abordado por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de galhofa, deverá, com amor e sabedoria, calar e não fazer o jogo da afronta, como também Jesus calou-se diante de Pilatos ao ser por ele indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos Evangelhos.

Pois assim também Jesus nos ensinou:

"Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem." (Mt 7:6)

Louvado seja o santo nome de Deus e do seu Filho Jesus, o que nos concedeu o Espírito Santo, presença constante em nossas vidas.

Amém !

Por: Aguinaldo José Duarte


O Espiritismo.

Deus NÃO nos fala por meio de espíritos nem de pessoas mortas.


2° Tessalonicenses 2:9 A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, 10 E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. 11 E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; 12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.

Existem várias religiões, grupos religiosos, e filosofias que crêem em fantasmas, em espíritos, ou em outras pessoas celestiais ou mortas, para doutrina, direção, informação, ou ajuda. Esta ajuda que nos oferecem é uma armadilha do Diabo e seus demônios para que não busquemos a direção de Deus.

Deus não nos fala hoje diretamente por meio de visões, revelações ou outras formas de comunicação.

Em primeiro lugar, devemos ver que Deus usou, sim, visões e revelações nos tempos passados para comunicar-se com os seres humanos. Isto nós admitimos[1]. Mas isto era segundo o plano de Deus, e Deus não mais usa visões e revelações nos dias de hoje.

Mas, segundo Hebreus 1:1-2, ainda que antes nos falasse por meio de anjos e profetas (com visões e revelações), agora nos fala por meio do testemunho de seu Filho, Jesus Cristo. O importante disto é que Deus nos deu uma revelação única na forma da vida de Jesus Cristo. Esta revelação (seu nascimento, seus ensinamentos, seu exemplo, sua morte e ressurreição) forma um testemunho ou revelação que não pode ser superado nem mudado.

Apocalipse 22:18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

Deus não usa os anjos para falar conosco.

A palavra “anjo” significa mensageiro. Os anjos são os mensageiros entre Deus e o homem. Mesmo na Bíblia, Deus os usou muito poucas vezes e de forma muito restrita. Paulo diz, em Gálatas 1:6-9, que os crentes deveriam rejeitar qualquer mensagem diferente desta revelação, ainda que viesse de Paulo ou de um anjo do céu. Mas os anjos maus são ardilosos ao apresentarem-se aos homens como “anjos de luz” para enganá-los com suas decepções infernais.

2 Coríntios  2:10b para que não sejamos vencidos por Satanás; 11 Porque não ignoramos os seus ardis,
11:13 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. 14 não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.

Jesus nos avisa claramente em Mateus 24:24 que os falsos cristos e falsos profetas usarão sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios escolhidos. Sua atenção está mais focada nos convertidos que no mundo. Seres espirituais que aparecem em visões são a manobra do diabo.

Deus não fala conosco através dos espíritos das pessoas mortas.

Simplesmente Deus põe fim à vida ativa de cada pessoa quando morre. Hebreus 9:27 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.Igualmente vemos que Lázaro e o homem rico (Lucas 16:19-31) morreram, e sua interação com os vivos terminou neste momento, e se foram a seus destinos, esperando a ressurreição final. O homem rico quis regressar à terra ou queria que alguém do paraíso fosse até lá para comunicar-se com sua família para que eles não tivessem o mesmo destino [do rico], mas Deus apresenta nesta passagem que claramente isto é proibido e restringido por Deus para que não suceda (16:27-31). O único mensageiro humano do outro lado da morte foi Jesus Cristo. À parte isto, a única revelação para os vivos é a das Escrituras (“Moisés e os profetas” 16:31).

Eclesiastes 9:5 Porque os vivos sabem que hão de morrer; mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. 6 Também o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram; e já não tem parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

Os mortos já não têm mais nada a ver nem com o que acontece na terra, nem com os seres humanos vivos. Jamais regressam em forma nenhuma.

Jó 7:8 Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais. 9 Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura (Sheol - 3) nunca tornará a subir10 Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá.

Então Deus colocou barreiras para que os que estão no inferno e os que estão no paraíso não possam passar de um lugar a outro (Lucas 16:26); igualmente Deus tornou impossível que um ser humano morto regresse para comunicar-se com os vivos. Deus proíbe isto.Nem o seu lugar jamais o conheceráquer dizer que nós não podemos ver onde eles estão, para irmos até eles, nem eles podem vir até nós. (Lucas 16 representa uma forma de comunicação entre os do paraíso e os do inferno, mas não é possível a comunicação entre os mortos e os vivos na terra.

Então o que significa a comunicação com os mortos? A Bíblia classifica toda comunicação com os mortos como bruxaria; não existe uma comunicação com os mortos, e sim uma interação com demônios. Quando pessoas mortas se manifestam, realmente são demônios atuando para enganar aos simples que crêem em tudo.

Comunicar-se com os mortos é bruxaria – Uma abominação para Deus

Levítico 19:31 Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores (os médiuns ou quem os canaliza); não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus.  20:6 Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo. 20:27 Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles.

Deus estipulou a pena de morte sobre todos os que consultam com os mortos.

Não existe ajuda fora de Deus.

Devemos entender que Deus é o único que realmente pode nos ajudar. “Tu foste a minha ajuda” Salmo 27:9“A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.” Salmo 33:20“Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus” Salmo 40:17“Eis que Deus é o meu ajudador” Salmo 54:4. Enquanto Satanás persiste na idéia de buscar nossa adoração a ele no lugar de adorarmos a Deus, suas tramas incluem a apresentação de ajudantes espirituais. E esta ajuda vem na forma de seres humanos, e guias espirituais (supostos anjos de luz). Ambos são demônios enganadores.

“Porque vão é o socorro do homem” Salmo 60:11. Ainda que seres humanos mortos voltassem para ajudar-nos, Deus diz que esta ajuda é “vã”, ou seja, não tem nenhum valor real. 2 Timoteo 4:3 “ Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

A alternativa bíblica

Isaías 8:19 Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á os mortos? 20 À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.

É algo totalmente oposto ao correto, buscar ajuda das criaturas e ignorar a ajuda de Deus. Deus nos deu uma grande ajuda por meio das Escrituras (“lei e testemunho”), e, fora das Escrituras, não teremos maior ajuda para guiar-nos na direção certa.

Devemos entender que a única forma de obter ajuda do mundo espiritual é através da oração a Deus, através da vontade dEle. Nós não podemos forçar [sobre Deus] a nossa vontade, porque esta tentativa, em si, é bruxaria.

1° Samuel 15:22 “Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. 23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.

Deus nos mostra que a rebelião à Sua santa vontade e a obstinação em ir contra a Sua vontade para fazer a nossa, é como a idolatria e a bruxaria. Temos que entender que o importante não é o que pode nos aparecer (um fantasma, um médium usando o espírito de uma pessoa morta, ou um anjo), e sim, que a Palavra de Deus deve ser o único guia em nossas vidas. Esta é a única autoridade que devemos deixar reger nossas vidas, e é a única autoridade que devemos buscar.

Grupos que usam guias espirituais: Jung (psicologia), Alcoólicos Anônimos, Teosofania, Mórmons (anjo Moroni), Católicos (Maria), Edgar Casey, Pentecostais, e muitos mais. Deve ser um alerta vermelho quando alguém fala de visões de seres espirituais ou ainda de humanos.
 

Traduzido por Rosângela Cruz, 2008.
 

[1] Vemos a anjos de Deus que comunicam a mensagem de Deus aos homens, mas, à parte da transfiguração de Jesus (que era especial), não vemos seres humanos mortos regressando à terra. No caso de Samuel em 1 Samuel 28 é algo não muito claro se foi realmente Samuel ou um demônio enganando-os. O ponto aqui é que Deus se negou a comunicar-se com Saul por causa de seus pecados. Por isso pesa o argumento que era um demônio, e não realmente Samuel. É interessante que em 1 Samuel 15:35, diz que “E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte”. Se Deus lhe negou isto em vida, por que o permitiria depois?
[2] “Paga” significa prêmio ou pagamento por algo que alguém faz. Se cada ação na vida tem seu pagamento, então depois da morte não existe mais oportunidade de “fazer”? Isto igualmente implica que não têm participação com os eventos do mundo e os seres humanos. Ver Eclesiastes. 1:11, Isaías 63:18.
[3] “Sheol” no A.T. é o lugar de todos os mortos, salvos e não-convertidos. Se pode considerar como “a morte”.