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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Qual o seu signo?



É comum ouvirmos, em uma conversa informal, a pergunta: Qual é o seu signo?”“. Existem pessoas que não saem de casa sem antes consultar o que o horóscopo tem preparado para elas naquele dia. Há também pessoas que afirmam não acreditar nessas previsões, mas não conseguem deixar de dar uma espiada no seu horóscopo “só por curiosidade”. Esquecem-se, porém, que essa prática é falsa e desagrada a Deus.

PERGUNTA: Por que consultar horóscopos desagrada a Deus? A Bíblia se manifesta sobre a consulta horóscopos?
RESPOSTA: Toda a prática ligada ao ocultismo é considerada abominável a Deus como lemos em Deuteronômio 18:9-13 – “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará… adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. “Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus.”

PERGUNTA: Qual deve ser a nossa bússola nesta vida?
RESPOSTA: Nossa bussola deve ser a Bíblia, como lemos no Salmo 49.23 “… e saberá que eu sou o Senhor, e que os que confiam em mim não serão confundidos”. Não devemos ser guiados por superstições. Lemos ainda em João 14.6 Jesus afirmando “Eu sou o caminho e a verdade e a vida ninguém vem ao Pai senão por mim.” Diante disso, não devemos procurar direção em outros meios a não ser no Senhor Jesus, pois ele disse: João 8.12  “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

PERGUNTA: A ASTROLOGIA é condenada por Deus?
RESPOSTA: Sim. A astrologia  é de uma época em que as nações eram ignorantes quanto aos corpos celestes e por isso temiam e adoravam. Antes de cientistas estudarem seriamente os astros, as nações  mergulhadas em práticas ocultistas, como os egípcios, os babilônicos os incas e astecas, criam no poder dos astros.

PERGUNTA: O povo de Israel também estava envolvido com a astrologia?
RESPOSTA: Não porque eram orientados por Deus como lemos em Dt 18.10-13.

PERGUNTA: Um trecho da Bíblia que é muito controvertido é se os magos que vieram do Oriente seguiram uma estrela que os levou a Belém, ao local onde Jesus nasceu eram
envolvidos com astrologia?
RESPOSTA: A estrela que os magos seguiram era sobrenatural, porque ela apareceu só para
eles. Mateus 2.1-3 – “E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.” Uma simples estela não faz isso. Logo, essa ‘estrela’ não era natural. Era uma ação sobrenatural de Deus, que fez isso para gentios (não judeus) testemunhassem o nascimento de Jesus.

PERGUNTA: O horóscopo se baseia nos signos do zodíaco. O zodíaco é a divisão do céu feita
pelo homem. Os astrólogos dizem que cada área do zodíaco é governado por um poder. Ao todo, são doze; gêmeos, virgem, touro, libra, áries, sagitário, leão, câncer, escorpião, aquário, peixes e capricórnio. A maioria esmagadora de todas as predições de horóscopos se cumpriu?
RESPOSTA. Não, a maioria das previsões, além de equivocadas, nunca aconteceu e outras são genéricas e sem credibilidade alguma.
Ao contrário, as profecias bíblicas nunca caíram por terra. Foi Deus quem revelou a Daniel os segredos de toda uma nação quando os astrólogos falharam. Daniel 2.27,28 – “Respondeu Daniel na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei; 28 – Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama.”

Fonte: CACP

Perguntas respondidas sobre Astrologia.



I – Perguntas Respondidas no Programa de Rádio

P – Com o título “Previsões Astrológicas Favorecem o País”, o jornal A Tribuna, de 23 de setembro, publicou um artigo em que um astrólogo por nome Maurício Bernis, previu inflação baixa e até a reeleição de FHC. Pode-se crer nessas previsões astrológicas?

R – O profeta Isaías, predizendo a destruição da Babilônia, desafiou os conselheiros astrólogos daquela cidade condenada, que contemplavam os astros, que a salvassem do castigo divino que estava para vir (Is. 47:13-14). Logo, não se pode crer num astrólogo que faz previsões otimistas para o Brasil baseado num ciclo astral que teve início em 1994, quando houve conjunção de Júpiter com Plutão, como alega o citado astrólogo.



P – Baseado em quais dados foi formado o mapa astrológico do Brasil para essas previsões lidas no jornal A Tribuna?

R – Afirma esse astrólogo que o mapa astral do país é feito com base no dia da independência, 7 de setembro de 1822, dentro do signo de Virgem.

P – Qual a origem da palavra ‘astrologia’?

R – Astrologia = aster (astro) + logos (discurso, estudo).

P – E o que é horóscopo?

R – É a pretensa arte de conhecer, na posição dos astros, ou na constelação das estrelas, o destino, o futuro e até mesmo o caráter do homem.

P – A Bíblia admoesta as pessoas a não confiarem na astrologia, não é verdade?

R – Quando Deus tirou Israel do Egito, deu-lhe mandamento para não se envolver com a astrologia (Dt. 4:19). Embora houvesse essa recomendação divina, o povo de Israel apostatou, e nos dias do rei Manassés lemos que ele se envolveu com a astrologia (2Rs. 21:3). Mais tarde, o rei Josias eliminou essa prática e ordenou ao sumo sacerdote Hilquias que retirasse do templo de Jerusalém todos os utensílios ligados à astrologia e à idolatria (2Rs. 23:4-5).

P – Qual a origem da astrologia? Quando essa prática teve início?

R – Sua origem remonta provavelmente ao tempo pouco depois do dilúvio, quando os homens construíram a Torre de Babel. O nome ‘caldeu’ com o tempo veio a ser sinônimo de astrólogo. Cria-se que um deus diferente governava cada setor do céu. Cada movimento e fenômeno celeste, tal como o nascer do Sol, as fases lunares, os eclipses e os meteoros eram atos de deuses. Cria-se que todos os atos públicos ou particulares eram controlados por esses deuses do céu. Em consequência disso, decisões políticas e militares só eram tomadas depois de se convocarem os astrólogos para ler e interpretar os agouros e dar seu conselho.

P – O livro de Daniel faz menção dos caldeus ou astrólogos. Quando o rei Nabucodonosor teve um sonho, e chamou os astrólogos para dizer o sonho que ele havia esquecido, e sua interpretação, eles não puderam, não é verdade?

R – Sim, é verdade. Os astrólogos não puderam decifrá-lo, pois só Deus tinha a resposta, porque, na verdade, só Ele pode revelar o futuro (Dn. 2:27-28; Et. 3:7).

P – Existe perigo na prática da astrologia?

R – Sim. Há alguns perigos realmente grandes em viver baseando-se em horóscopos. O primeiro é orientar-se de acordo com a astrologia, pois ela é uma pseudo ciência, e assim a pessoa corre o perigo de ser prejudicada. Sabemos que a astrologia baseia-se na premissa de que os planetas giram em torno da Terra, teoria conhecida como geocêntrica, derrubada por Copérnico, que demonstrou que os planetas giram ao redor do Sol. Sua teoria é conhecida como teoria heliocêntrica. Fundamentando-se numa teoria já considerada falsa, a astrologia perdeu sua confiabilidade. Partindo de uma premissa falsa, todas as conclusões são igualmente falsas. Mas não é só esse o prejuízo.

P – Que outros prejuízos o irmão apontaria?

R – O prejuízo financeiro, tanto no que é gasto com a astrologia, quanto com o que os astrólogos aconselham a fazer. Talvez recomendem um investimento no momento, uma aquisição mais tarde, comprar determinada coisa etc. Em segundo lugar, quem vive sob a orientação do horóscopo pode ficar deprimido, pois passa a considerar a vida como uma fatalidade predeterminada desde o nascimento, sem oportunidade de libertação. Há casos de mulheres que recusaram o conselho médico para um parto induzido, devido a uma gravidez tardia, porque desejavam que o bebê nascesse sob o signo de Aquário, por exemplo.

P – Quais as lições ensinadas por essas situações mencionadas pelo irmão?

R – Primeiro, não há lugar para a astrologia, os horóscopos e ou outras práticas ligadas ao ocultismo na adoração verdadeira a Deus (Rm. 12:1-2) e, segundo, é muito fácil cair nessas práticas quando se negligência a relação com Jesus (Mt. 6:24). A barreira a tais práticas é servir a Deus de todo coração (Rm. 1:20-25,28; Jo. 8:21-24).

P – O que prometem os astrólogos?

R – Vou ler um folheto distribuído numa feira-livre, para observarmos o que prometem os astrólogos. O folheto diz assim:



Agora vamos ler a notícia do jornal O Estado de S. Paulo, de 27/09/1996:



P – Que grupos religiosos se envolvem com a astrologia?

R – O Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, com a publicação do almanaque “O Pensamento”; sociedades teosóficas, ordens rosacruzes, além dos jornais diários de maior circulação no Brasil. Todos eles têm uma coluna de horóscopo.

AS PROFECIAS DE NOSTRADAMUS

P – Por que ultimamente temos ouvido falar muito de Nostradamus e suas profecias?

R – Uma profecia de Nostradamus tem perturbado pessoas que acreditam na astrologia, e a razão é a seguinte. Uma de suas profecias declara: “em julho de 1999 um grande chefe amedrontador virá pelos ares, fazendo reviver o grande conquistador dos mongóis. Antes e depois da guerra, reinará a felicidade”. O título dessa profecia é “a invasão da França em julho de 1999 – Ataque aéreo” (Nostradamus, Historiador e Profeta, p.528). Para conhecimento de nossos rádio-ouvintes sobre quem foi Nostradamus, indicamos o livro “Porque Deus Condena o Espiritismo, p.201.

P – Existem profecias de Nostradamus que são do seu conhecimento e não se cumpriram?

R – O Papa não morreu, como lemos na página 200 do livro citado.

P – Em que se inspirava Nostradamus para fazer suas profecias?

R – Vide p. 202.

P – Quantas profecias de Nostradamus se cumpririam?

R – Das pretensas 946 profecias atribuídas a Nostradamus, apenas umas 70 são consideradas como tendo tido algum cumprimento. Isto representa um índice abaixo de 7% (Desp. p.17).

P – Nostradamus fez menção, em alguma de suas previsões, de algo relacionado à Bíblia?

R – Vide Despertai, p. 17.

P – O que pretendem as pessoas que praticam a astrologia?

R – Vide p. 19.

P – A Bíblia condena a astrologia?

R – Gn. 1:1,16,17; Jó 9:7-10; Am. 5:8. Não era da vontade de Deus, que o homem constituísse essas coisas: eram os deuses dos céus, que contralavam tanto os assuntos públicos como os particulares. Assim, as decisões políticas e militares só eram tomadas depois de se convocarem os astrólogos para ler e interpretar agouros e dar o seu conselho (Is. 47:13-14). Vide o sonho de Nabucodonosor em Dn. 2:5,27-30, 4:7; Ez. 21:21-22. Adivinhavam por hepatoscopia (examinando pelo fígado).

P – Pode alguém que se afastou da verdade bíblica predizer com exatidão certos acontecimentos futuros?

R – Vide D. – p.19.

P – Quais as características de um verdadeiro profeta de Deus?

R – Vide D. – p.20.

P – A Bíblia condena os que fazem prognósticos, como Nostradamus?

R – Vide D. 20 (Dt. 18:10-12).

PODE-SE CONFIAR NA ASTROLOGIA?

P – A Revista da Folha, de 14 de setembro de 1997, trouxe na sua capa um artigo com o título “ALÔ! ALÉM?” e traz também nas páginas 8-13um assunto sobre esoterismo com o título “O FUTURO A COBRAR”, dizendo que o porto-riquenho Walter Mercado e o herdeiro Omar Cardoso Filho travam disputa pelo milionário mundo do esoterismo por telefone. É o 0900. O que diz o irmão sobre o assunto?

R – Antes de abordar o assunto à luz da Bíblia, para conhecimento dos nossos ouvintes informamos que essa reportagem da FOLHA informa que Walter Mercado recebe em média 50 mil ligações por dia, em 23 países e no Brasil emprega 300 atendentes. Omar Cardoso Filho, com 150 empregados em seu disque 0900, recebe 30 mil ligações por mês. Cada uma dura em média 10 minutos. Calcula-se um faturamento de R$ 1,2 milhão mensais (um milhão e duzentos mil por mês).

P – E esses famosos videntes ou astrólogos acertam mesmo suas previsões para serem assim tão procurados?

R – A mesma revista, na p. 13, diz assim, vou ler “A PROVA DOS 900” – Para testar os discípulos de Walter Mercado e Omar Cardoso, a Revista fez cinco ligações para cada um dos sistemas com a mesma pergunta: vou casar até o ano que vem?1 Foram fornecidos os mesmos dados: mulher, 23 anos, signo de capricórnio, ascendente em libra, que namora há três anos um homem de 27 anos, de gêmeos, ascendente em leão. Os resultados não poderiam ser mais díspares. Cinco esotéricos disseram que a mulher casaria sem falta até o próximo ano, um mostrou dúvidas, e outros quatro disseram que não. De acordo com o método de consulta ao futuro, muda o resultado. Os baralhos ciganos responderam “sim”; as runas afirmaram que “não”. Os astros de Omar começaram dizendo “não”, mas diante da decepção no outro lado da linha, mudaram de ideia. “Não pressione, converse com o seu namorado e deve sair casamento”, disse a atendente. O astrólogo de Walter previu que a decisão “sairia em janeiro”.No tarô, a situação se complicou. O de Walter garantiu as núpcias e o de Omar disse para uma repórter “sim” e, para outra, “não”.

P – Imagine só: se com esses homens famosos, que faturam milhões de reais, e têm fama nacional e internacional, o logro se mostra patente, como não será com essa infinidade de astrólogos de menos renome, e sem a idoneidade apregoada por esses astrólogos como Omar Cardoso e Valter Mercado. É jogar dinheiro fora e correr o perigo de ser enganado dolosamente. Que diz o irmão?

R – Faz-me lembrar Is. 55:2-3 “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Inclinai os vossos ouvidos e vinde a mim, ouvi, e a vossa alma viverá”.

P – Porque tanto interesse pelo ocultismo, Pr. Natanael, num tempo de tanto avanço científico?

R – Há muitas indicações de que estamos vivendo no final dos tempos, e a volta de Jesus se mostra no horizonte. Sendo assim, devemos esperar que a ação do demônio se amplie, devido à vinda próxima de Cristo, pois a Bíblia afirma que isso deveria acontecer quando da proximidade da volta de Jesus (1Tm. 4:1; Mc. 13:22).Assim, a Bíblia mostra que o ocultismo estará no ápice pouco antes da 2a.vinda de Jesus Cristo.

P – Que diferença existe entre as previsões astrológicas e as profecias bíblicas?

R – Há duas diferenças: Primeiro, a fonte de inspiração da Bíblia é divina (2Tm. 3:16-17; 2Pe. 1:20-21) e a inspiração astrológica é diabólica, como lemos em 1Tm. 4:1; 1Jo. 4:1-3.

P – Qual a prova que as profecias bíblicas são de origem divina?

R –Amaior prova de que a Bíblia é de origem divina são as suas profecias cumpridas. Os profetas predisseram, centenas de anos antes, sobre a pessoa de Jesus: a) que nasceria de uma virgem; b) que nasceria na cidade da Belém; c) que seria vendido por 30 moedas de prata; d) que seria contado com os pecadores: e) que nenhum dos ossos do seu corpo seria quebrado. É só consultar Mq. 5:2e comparar com Mt. 2:3—9; Is. 7:14 comparar com Mt. 1:22-23; Zc. 11:12-13comparar com Mt. 27.3-5; Is. 53:12 comparar com Lc. 22:37,52;SI. 34:20 comparar com Jo. 19:36; SI. 22:18 comparar com Mt. 27.35.Na Bíblia se pode realmente confiar. Infelizmente temos que reconhecer que o deus deste século tem cegado a mente dos homens e eles preferem crer na mentira a crer na verdade de Deus (2Co. 4:3-4; Rm.3:3-4).

P – O que diz a Bíblia sobre a astrologia?

R – Deus zomba das pessoas que confiam na astrologia dizendo: “Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias, em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura te podes fortalecer. Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros dos céus, os que contemplavam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti” (Is.47:12-13).

Fonte: CACP

sexta-feira, 27 de março de 2015

Qual o seu signo?


É comum ouvirmos, em uma conversa informal, a pergunta: Qual é o seu signo?”“. Existem pessoas que não saem de casa sem antes consultar o que o horóscopo tem preparado para elas naquele dia. Há também pessoas que afirmam não acreditar nessas previsões, mas não conseguem deixar de dar uma espiada no seu horóscopo “só por curiosidade”. Esquecem-se, porém, que essa prática é falsa e desagrada a Deus.

PERGUNTA: Por que consultar horóscopos desagrada a Deus? A Bíblia se manifesta sobre a consulta horóscopos?

RESPOSTA: Toda a prática ligada ao ocultismo é considerada abominável a Deus como lemos em Deuteronômio 18:9-13 – “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará… adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. “Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus.”

PERGUNTA: Qual deve ser a nossa bússola nesta vida?

RESPOSTA: Nossa bussola deve ser a Bíblia, como lemos no Salmo 49.23 “… e saberá que eu sou o Senhor, e que os que confiam em mim não serão confundidos”. Não devemos ser guiados por superstições. Lemos ainda em João 14.6 Jesus afirmando “Eu sou o caminho e a verdade e a vida ninguém vem ao Pai senão por mim.” Diante disso, não devemos procurar direção em outros meios a não ser no Senhor Jesus, pois ele disse: João 8.12  “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

PERGUNTA: A ASTROLOGIA é condenada por Deus?

RESPOSTA: Sim. A astrologia  é de uma época em que as nações eram ignorantes quanto aos corpos celestes e por isso temiam e adoravam. Antes de cientistas estudarem seriamente os astros, as nações  mergulhadas em práticas ocultistas, como os egípcios, os babilônicos os incas e astecas, criam no poder dos astros.

PERGUNTA: O povo de Israel também estava envolvido com a astrologia?

RESPOSTA: Não porque eram orientados por Deus como lemos em Dt 18.10-13.

PERGUNTA: Um trecho da Bíblia que é muito controvertido é se os magos que vieram do Oriente seguiram uma estrela que os levou a Belém, ao local onde Jesus nasceu eram
envolvidos com astrologia?

RESPOSTA: A estrela que os magos seguiram era sobrenatural, porque ela apareceu só para
eles. Mateus 2.1-3 – “E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.” Uma simples estela não faz isso. Logo, essa ‘estrela’ não era natural. Era uma ação sobrenatural de Deus, que fez isso para gentios (não judeus) testemunhassem o nascimento de Jesus.

PERGUNTA: O horóscopo se baseia nos signos do zodíaco. O zodíaco é a divisão do céu feita
pelo homem. Os astrólogos dizem que cada área do zodíaco é governado por um poder. Ao todo, são doze; gêmeos, virgem, touro, libra, áries, sagitário, leão, câncer, escorpião, aquário, peixes e capricórnio. A maioria esmagadora de todas as predições de horóscopos se cumpriu?

RESPOSTA. Não, a maioria das previsões, além de equivocadas, nunca aconteceu e outras são genéricas e sem credibilidade alguma.

Ao contrário, as profecias bíblicas nunca caíram por terra. Foi Deus quem revelou a Daniel os segredos de toda uma nação quando os astrólogos falharam. Daniel 2.27,28 – “Respondeu Daniel na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei; 28 – Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama.”

Pr. Natanael Rinaldi

sexta-feira, 6 de março de 2015

A Face Oculta da Numerologia


Você sabia que a data do seu nascimento e o número da sua residência têm grande influência sobre os acontecimentos que cercam a sua vida? E que o seu futuro pode ser influenciado pelos números? Pois é justamente assim que creem os seguidores da numerologia, conhecidos como numerólogos. As perguntas que nos vêm à mente são: “O que significam os números? Para que servem? Podem, afinal, influenciar as nossas vidas?”.

Os estudiosos, desde épocas remotas, vêm atribuindo aos números valores filosóficos e religiosos. Através dos números e dos séculos, pensadores e místicos têm expressado seus ideais e conceitos. Na Bíblia, muitas vezes os números aparecem como símbolos, mas não podemos dizer que todos os números nas Escrituras são simbólicos. O costume de atribuir algum significado aos números vem do Oriente.

O dicionarista Aurélio define o termo numerologia da seguinte maneira: “estudo da significação oculta dos números e da influência deles no caráter e no destino das pessoas”. Entre os judeus místicos, a Cabala1, baseada principalmente na simbologia dos números, é cultivada com afinco. Os cabalistas recorrem a um processo chamado gematria (vocábulo grego que significa geometria: ‘medida da terra’. A gematria consiste em atribuir às letras valores numéricos e tirar deste princípio múltiplas conseqüências).

De acordo com o livro “Dicionário de religiões, crenças e ocultismo”, a numerologia é um “sistema ocultista que atribui valores específicos e significados aos números para se determinar o futuro ou conhecer os mistérios do universo físico”.2

A origem da numerologia

É longo o caminho que a numerologia percorre, tanto na filosofia como no ocultismo. Suas origens apontam para Pitágoras3 como sendo o pai dessa atividade. E Platão a incrementou com seus conceitos universais. “O fato de que a natureza (os minerais, a flora, a fauna…) se apresenta ao homem com certa regularidade, simetria ou harmonia, fez que desde remotas épocas os homens tendessem a ver nos números o elemento básico ou o fundamento de toda a realidade: ‘Os números são os princípios das coisas’, dizia Pitágoras; por conseguinte as leis dos números seriam as leis do universo”.4

Devido à harmoniosa sucessão do dia e da noite, das quatro fases da lua, dos sete dias da semana, das quatro estações do ano, da simetria das partes e dos membros do corpo humano, e também da sequencia dos anos, o homem foi conduzido à simbologia e à mística dos números.

O que na verdade Pitágoras fez foi relacionar a realidade aos números. Assim, podemos dizer, em primeiro lugar, que os números têm a chave para a explicação da realidade e, em segundo, que eles são a própria essência da realidade. Como dissemos anteriormente, Platão tomou as lições básicas de Pitágoras identificando seu sistema de idéias e conceitos relacionado aos números. “Ele trabalhou com os conceitos de limitado, não-limitado, determinado, não-determinado. Platão era matemático e, naturalmente, deixava-se atrair por uma teoria que se relaciona à própria realidade”.5

Raciocinando com a numerologia

De acordo com esse estudo, valores numéricos são atribuídos às letras. Um exemplo disso seria que a letra “a” valeria 1 e a letra “z”, 26. As principais funções dessa “matemática” é calcular o valor numérico do nome de uma pessoa junto com a data do seu nascimento. “Por exemplo, Jesus é: J (10), E (5), S (19), U (21), S (19). A adição desses valores é 74. Esse número é reduzido da seguinte forma: 7+4 = 11 e 1 + 1 = 2”.6 Se considerarmos o fato de que o nome Jesus no grego é Iesous, esta colocação fica sem nexo, pois o nome Iesous contém oito letras, o que fornece outro valor numérico.

O mesmo acontece com as datas de nascimento. Suponhamos que o cálculo da data de nascimento de uma pessoa do dia 30-04-80 fosse: 30 + 4 + 1 + 9 + 8 + 0 = 52. A redução desse número seria 5 + 2 = 7. Então, o número dessa pessoa seria 7. Seria a partir desse número que os numerólogos interpretariam a vida de tal pessoa. É seguindo essa forma de raciocínio que muitos estudiosos atribuem o número 666 (associado ao anticristo) às letras do nome César Nero. Existe alguma verdade nessa teoria? É um caso que precisa ser analisado.

Místicos por todo o mundo têm feito previsões baseadas na numerologia, e muitas delas, concidentemente, têm-se cumprido, tornando este método popular entre uma grande parcela da população que busca conhecer aquilo que está por vir. Tais pessoas, no entanto, ao interessar-se pelos acontecimentos futuros visam apenas resolver seus problemas amorosos, financeiros e profissionais. Na verdade, não estão nem um pouco preocupadas em saber sobre as coisas espiritualmente saudáveis reservadas para elas.

Como podemos ver, o assunto é sério, e precisa ser analisado à luz da Palavra de Deus.

A numerologia à luz da Bíblia

Reconhecemos que certos números na Bíblia possuem significado especial, mas isso não quer dizer que devemos exagerar a respeito. O caso dos 153 peixes de João 21.11 vem sendo explorado por toda a história da Igreja. Outro exemplo de controvérsias e especulações são as setenta semanas de Daniel (Dn 9.25-27), bem como a frase “um dia para o Senhor é como mil anos” (Sl 90.4). É uma atitude totalmente sem nexo impor uma interpretação simbólica a estes números.

Sempre houve muitas especulações em torno dos números na Bíblia. Ao que tudo indica, o único número da Bíblia que de fato pode receber interpretação simbólica é o 666: “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.18).

Seja qual for a maneira usada pelo homem para praticar a adivinhação é abominação diante de Deus. Vejamos o que diz Deuteronômio 18.10-12: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”. Levítico 19.31 também tem algo a dizer a respeito: “Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor”.

O castigo para o praticante da adivinhação, conforme rezava a lei, era a morte: “Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá, serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.27).

De acordo com o que diz a Bíblia, um dos motivos que levou Saul à morte foi justamente o fato de ele ter recorrido à adivinhação: “Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar” (1Cr 10.13). Samuel, ao contrário de Saul, havia desterrado todos os adivinhos (Samuel temia o Senhor 1Sm 28.3,9).

O povo de Israel praticava adivinhações e foi duramente advertido pelo profeta Isaías: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is 8.19).

No Novo Testamento, encontramos o caso de uma jovem que tinha um espírito de adivinhação. Tal espírito, no entanto, foi expulso pelo apóstolo Paulo. O registro desse acontecimento encontra-se em Atos 16.16-18. Vejamos o que diz o texto: “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu”.

Claro está que a prática de adivinhação é terminantemente condenada por Deus!

Vivemos diariamente com pessoas que crêem em adivinhações. Para que suas vidas sejam transformadas, precisamos mostrar-lhes a verdade da Palavra de Deus. Somente assim poderemos convencê-las de seus erros.

Em relação a esse assunto, para que não caiamos nas armadilhas do inimigo, devemos defender a fé que uma vez nos foi dada (Jd 3). Fica aqui, então, lançado o desafio. Será que estamos dispostos a fazer pela verdade o que os numerólogos fazem pela mentira?

Notas:

1 Defesa da Fé, nº 32, pp. 52-55.
2 Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, Mather & Nichols, Editora Vida, p. 341.
3 Pitágoras (570-495 a.C) importante matemático e filósofo grego. Entre seus mestres é necessário citar Zoroastro, um sábio persa e grande conhecedor da cabala.
4 Pergunte e Responderemos, 1973, ano XIV nº 163, p. 309.
5 Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vl 4, R. N. Champlin e J. .M Bentes, Editora Candeia, p. 551.
6 Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vl 4, R. N. Champlin e J. .M Bentes, Editora Candeia, p. 552

Por Danilo Raphael e extraído da Revista Defesa da Fé

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

OCULTISMO


O Ocultismo traz consigo a influência das artes mágicas, das religiões de mistério, de muitos deuses e deusas que tanto têm contribuído para que pessoas permaneçam a vida longe do verdadeiro criador e partam desse mundo sem a salvação.

Sabemos que ao arrazoarmos sobre o tema “ocultismo” estaremos despertando a curiosidade de algumas pessoas para fatos e práticas que até então, provavelmente, ignoravam. Não temos como objetivo excitar a curiosidade de alguém na direção do ocultismo, mas alertarmos preventivamente sobre dardos sutis que podem ter atingido a mente de alguma pessoa. Devemos ter presente a admoestação de Paulo em Rm 16.19 – “… quero que sejais sábios para o bem e simples para o mal”. Podemos estar a par das atividades do diabo sem nos deixarmos envolver pela obsessão ou fascinação doentia.

Não temos como nos esquivarmos de que o sobrenatural é realidade. Apesar disso, devemos ser cuidadosos para não considerarmos todos os fenômenos inexplicáveis como sobrenaturais, pois a fraude sempre fez parte desse meio cheio de mistérios!

Podemos incorrer em dois extremismos quando estudamos sobre o Ocultismo; primeiro é não crer na influência diabólica das suas práticas e segundo é crer e desenvolver um interesse mórbido em relação ao Ocultismo.

É diante dessa conjuntura e de tantas conjecturas, que o ocultismo tem ganhando espaços e adeptos, por isso, a importância dessa singela abordagem.

Terminologia


O vocábulo ‘oculto’ deriva-se da palavra latina ‘occultus’ e significa escondido, secreto, obscuro, aquilo que é de falso fundamento, misterioso. São fenômenos que parecem escapar ou escapam ao domínio dos sentidos. A palavra sinônima de oculto é esotérico e está relacionada com a doutrina que se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos iniciados.

O Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo relata: “Ocultismo é o que está além da esfera do conhecimento empírico; o sobrenatural; o que é secreto ou escondido”. (2)

O termo ocultismo, criado no século XIX pelo francês Eliphas Lévi (Alphonse Louis Constant), designa a série de teorias, práticas e rituais que têm por base conhecimentos secretos e a possibilidade de invocar forças desconhecidas, sejam da mente ou da natureza. A alquimia, a astrologia, a cabala e a bruxaria estão entre as mais antigas formas de ocultismo. O aparecimento de doutrinas ocultas ou esotéricas, que permanecem restritas a um pequeno grupo de iniciados, é uma característica comum a todas as antigas culturas. Com métodos próprios destinados a curar enfermidades, obter determinados bens ou adivinhar o futuro, essas doutrinas pressupõem a existência de espíritos e de forças ocultas que governam o universo. Muitas das formas de ocultismo tiveram origem em religiões secretas, tais como a bruxaria, que reproduzia, na Idade Média, rituais de cultos pré-cristãos. Outras se baseavam em conhecimentos de caráter filosófico, como a astrologia e a alquimia, que se propunham uma síntese de todo o saber. (4)

Origem do Ocultismo


Babilônia, foi o berço do ocultismo, notadamente da adivinhação e dali as práticas se espalharam por toda a terra com a povoação que se espalhava (Gn 11.8,9). Deus frustrou as previsões ocultistas nos dias de Moisés e Arão, quando realizaram sinais diante de Faraó, ao transformar varas em serpentes. A serpente de Moisés engoliu as serpentes dos praticantes de ciências ocultas de Faraó e depois em repetir as pragas sobre o Egito (Ex 7.8-12, 19-22; 8.5-11,16-19; 9.11). Os reis antigos usavam com excesso as práticas ocultistas. Nabucodonozor tomou a decisão de atacar Jerusalém depois de recorrer ao ocultismo (Ez 21.21,22). A prática adotada por Nabucodonozor é conhecida como hepatoscopia (adivinhar pelo fígado do animal). Amã, inimigo dos judeus, pretendeu matar Mardoqueu empregando métodos ocultistas ao levantar uma forca valendo-se de adivinhação ( Et 3.7-9; 9.24,25; Nm 23.23). (3)


Uma abordagem sobre o ocultismo no Egito e na Babilônia

Egito

No Egito o zoormorfismo (deuses em formas de animais) e o antropomorfismo (deuses em forma humana) faziam parte da religião. O Faraó era considerado uma teofania, uma encarnação do deus principal dos egípcios. Desse modo, cria-se que a natureza era regulada pela intercessão faraônica. Na qualidade de deus cabia ao faraó o papel de mediador dos homens perante as divindades, devendo para isso construir templo, residir cultos, organizar ritos funerários, norteado sempre pelos ensinamentos dos deuses.

Em busca da vida eterna, tumbas especiais e pirâmides eram erigidas a cada dia. Ritos, os mais diversos e até macabros, eram praticados para garantir a vida pós-morte. De maneira geral os egípcios eram completamente supersticiosos e todas as sua atitudes giravam em tordo dos auspícios do dia-a-dia. O culto dos mortos era uma prática egípcia das mais importantes, dentre os ritos mágicos. A grande pirâmide de Quéops mostra o quanto os egípcios eram fiéis as suas convicções religiosas.

Entre os egípcios, era comum também a crença de que os astros tinham influência sobre as diferentes partes do corpo. Assim, por exemplo, a cabeça pertencia ao deus Ra; os dentes, à deusa Selk; os joelhos, à deusa Neit; os pés, a Ftá; esses deuses se relacionavam com os astros. Quando alguém ficava doente, invocava-se o deus relacionado com ela. Magia e religião estavam intimamente ligadas no Egito.

Os símbolos ocultistas utilizados na magia eram: a serpente, o escaravelho e a chama. Também a numerologia tinha sua influência na vida, segundo as crenças egípcias.

As estátuas falantes era outra crença egípcia. Acreditava-se que a alma do morto podia ser consultada através de uma estátua. Os deuses por sua vez, também se incorporavam nas estátuas e podiam, assim, ser consultadas. A mais famosa estátua falante foi a de Amom, consultada pelos faraós antes de qualquer decisão a ser tomada. (6)

Babilônia

Os princípios que regeram a formação religiosa do antigo Egito são os mesmos aplicados à explicação religiosa da Mesopotâmia, com exceção de que o rei na Mesopotâmia era apenas um escolhido dos deuses enquanto que no Egito esse rei ou faraó era a própria encarnação do deus principal. A ideologia religiosa desse povo envolvia um panteão numeroso de personalidades divinas, governado por deuses arbitrários, bons e ruins. Nesse contexto sociológico erguia-se um complexo sistema de relações, no qual incluía o culto, o exorcismo e a magia. Segundo relação encontrada na biblioteca de Assurbanipal (668-626), em Nínive, mais de 2.500 entidades eram divinizadas pelos mesopotâmicas. Marduk, deus da Babilônia, é elevado a deus principal pelo código de Hamurabi (XX a.C.). A religião de Marduk converteu-se na última das grandes sínteses das correntes espirituais mesopotâmicas. Nesse sentido o sincretismo ganhou importância. A figura de Marduk (Baal ou Bel) tinha dois rostos, correspondendo à sua dupla personalidade, como filho do sol e deus da magia, filho das águas profundas.

Para eles à hora da morte era uma decisão dos deuses. O mundo dos mortos consistia num universo de sombras e trevas que se esvaíam, como uma prisão sem saída.A primeira forma do culto consistia na oração e na liturgia de atendimento aos deuses. Estes como os mortais, deviam comer e beber, dormir e amar. Oferendas diárias deveriam ser oferecidas aos deuses, suas imagens expostas como forma de proteção, seus símbolos usados como sinal de bom agouro.

As rezas e preces, por vezes cantada em coro, expressava a admiração dos celebrantes, exaltava o poder da divindade e suplicava por sua intervenção.

A prática da consulta aos horóscopos é de origem caldaica (6), mas se tornou popular em toda a Mesopotâmia. O horóscopo, sistema que relaciona datas e lugares geográficos à posição dos astros, passou a ser usado para previsões do futuro.

Os babilônicos acreditavam que todo o mal, físico ou psíquico, ligava-se ao pecado ou ocorria por ação de demônios, instigados por feiticeiros.

A prática de exorcismo era uma atividade mágica na religião mesopotâmica. Rezas, penitências, ritos especiais e outras práticas orientadas por sacerdotes eram feitas com o intuito de afastar as forças maléficas e abolir as causas do mal. (5 – adaptado).

Fenômenos e práticas do ocultismo nos dias de hoje


Existem dezenas de práticas e fenômenos ocultistas em nossos dias. Espiritismo, (mediunidade, clarividência, clariaudiência, operações psíquicas), satanismo (magia branca e magia negra, pactos satânicos), adivinhação (do latim ‘divus’, pertencente a deus, significando que a informação recebida provém de deuses e as práticas como cartomancia, quiromancia, pêndulos, mandala, hidroscopia, búzios, tarô, runas, numerologia, bolas de cristal são algumas dessas práticas); Poderes Extra-Sensoriais como: premonição, psicometria, telepatia, levitação; muitos casos de medicina holística (casos de terapia com Florais, aromaterapia, cromoterapia, Reiki, Controle mental, fitoterapia, ioga, cristalterapia, meditação transcendental), talismãs (magia que encanta), amuletos (anéis, figas, patuás, trevo de quatro folhas), ufologia, gnomos, duendes, xamanismo, anjos cabalísticos, fantasmas, benzimentos etc.


Seitas ocultistas


Ao nos referirmos ao ocultismo não estamos tratando de um sistema religioso ou uma organização homogênea. Determinado grupo ou seita pode conter dentro do seu escopo doutrinário ou regras de fé práticas e ensinos extraídos do ocultismo. Existem vários grupos que praticam, explicitamente ou implicitamente, o ocultismo.

Podemos também afirmar que o movimento Nova Era é a veia por onde corre e se desenvolve todo tipo de Ocultismo, um sistema estriba-se no outro e através desse sistema se interligam várias seitas. Indicamos algumas: Ordem Rosa Cruz, Maçonaria, Ciência Cristã, Igreja Universal e Triunfante (de Elizabeth Clare Prphet), Mormonismo (com o Anjo Moroni), Igreja da Unificação (rev. Moon), Igreja Seicho-No-Ie, Igreja Messiânica Mundial, Teosofia, Antroposofia, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, seitas afro-brasileiras (Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Vodu), seitas espíritas (Kardecismo, LBV, Racionalismo Cristão, Cultura Racional).

Praticantes do ocultismo


Os que se envolvem em tais práticas são adjetivados como: sensitivos, videntes, parapsicólogos, gurus, mestres, babalorixás, ialorixás, benzedeiras, satanistas, médiuns, canalizadores, bruxas. Dentro do ocultismo a pessoa se sente poderosa, dominadora. Ultimamente se tem destacado muito a figura das bruxas. O perfil da bruxa moderna é bastante diferente da imagem que as pessoas costumam ver em histórias de quadrinho com nariz curvo, rosto enrugado, roupa preta e chapéu preto, montada numa vassoura. Hoje elas são elegantes, belas, bem vestidas, atendem em seus apartamentos, cercadas de toda a tecnologia, como computador e telefone celular etc. Fazem cursos que demoram até sete anos. Aconselham geralmente acerca da vida sentimental, profissional e financeira das pessoas que as procuram. (3)

Ao contrário do que muitos intelectuais esperavam, a superstição não findou com o avanço da tecnologia nem com o avanço das ciências físicas. Muitos achavam que o homem moderno não mais difundiria estórias como as da cegonha, fadas etc; que aposentaria suas patas de coelho, figas, fitas vermelhas, ferraduras, arrudas ou as imagens de Buda; que o mês de agosto deixaria de ser azarado; criam que até o temido “mau-olhado” ficaria cego. Contudo, para a decepção geral desses otimistas tem ocorrido o inverso. Milhares de pessoas “intelectualizadas” se envolvem com alguma forma de superstição.

O que diz a teologia cristã sobre o ocultismo

Na Bíblia encontramos cinco categorias de ocultismo, como seja: 1) – Astrologia, o qual afirma que o movimento dos astros determina os acontecimentos bem como o caráter dos homens; 2) – A Magia, a qual confere poder a algum objeto ou pessoa, quer para o bem, quer para o mal; 3) – A Feitiçaria, referindo-se a certas pessoas com poderes não explicáveis pelos sentidos; 4) – A Mediunidade ou Necromancia, que seria a prática da comunicação com os mortos. 5) – A Reencarnação ou à volta a vida em outro corpo. (6)

Refutando esses pontos:

1) – Guarda-te de levantares os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército do céu, não sejas seduzidos a inclinar-te perante eles, e dês culto àquelas coisas que o Senhor teu Deus reartiu a todos os povos debaixo de todos os céus. (Dt. 4:19).

A consulta aos astros é uma pratica ocultista pagã e idolatra. Quando um indivíduo abre um jornal ou revista e procurar se instruir através do horóscopo, essa pessoa está desobedecendo a Deus e praticando o Ocultismo.

2) – “Quando, pois, vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (Is. 8:19).

Há várias maneiras pelas quais o ocultismo pratica a adivinhação. Podemos citar o pêndulo, telepatia (comunicação através do pensamento), bola de cristal, tarô… e outras, como formas de instrumentos de adivinhação.

3) – “Entre ti não se achará… nem feiticeiro” (Dt. 18:10).

Tanto o Velho como no Novo Testamento fazem repetidas referências à prática de feitiçaria e da magia, e sempre que são mencionadas são condenadas por Deus. Cf. Ex. 22:18, Lv. 19:26, Dt. 12:31, I Sm. 15:23, Is. 19:3, Jr. 27:9,10, At. 13:6-10, Ap. 21:8.

4) – “Não se achará no meio de ti quem […] consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Dt. 18:10-12).

A primeira incidência bíblica do ocultismo mediúnico foi registrada em Gênesis três. Lá no jardim do Éden, o diabo usou a serpente como um ‘canal’ para enganar Eva (Gn. 3:1-15; 2 Cor. 11:3; Ap. 12:9). Através da mediunidade, o diabo levou e tem levado o homem a duvidar de Deus, com graves consequências espirituais! Significativamente, há razões para crê que a realidade básica da mediunidade sugerida aqui não mudou no que se refere: à origem (o poder maligno); ao seu resultado (ilusão espiritual que destrói a confiança em Deus); e as suas consequências (juízo divino, Dt. 18:9-13). (7) “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm. 4:1). Deve ser por isso que em todas as formas de ocultismo encontramos a figura do médium, avatar ou líder iluminado tendo revelações surpreendentes e com novos ensinamentos transmitidos pelos supostos espíritos de luz.

5 – “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (Hb. 9:27).

Praticamente, todas as religiões que derivam do ocultismo ensinam alguma forma de reencarnação, ou seja, que a alma, depois da morte do corpo físico, não entra num estado final, mas volta ao ciclo dos renascimentos.

Conclusão


O Ocultismo, por estar muito divulgado no mundo hoje, mostrando que já não é tão oculto assim, atinge todas as camadas da sociedade e afronta até mesmo o cristianismo. Muitos pensam que muitas das práticas ocultistas citadas nesse estudo não são tão maléficas e podem ser encaradas como algo secular em nosso dia-a-dia, se der certo bem, se não, que mal há? É verdade que na bíblia encontramos alguns sinais miraculosos que foram dados aos servos de Deus, como, por exemplo: a sarça ardente, a coluna de nuvem e a de fogo, Josué e o sol, os magos e as estrelas… Mas é bom notar que todos esses sinais foram dados da parte e da vontade de Deus e não buscados através da especulação dos homens.Quem confia em Deus não precisa de artes mágicas, agouros, comunicação com os mortos, feitiços… pois sabe que a vitória que vence o mundo é a fé em Jesus Cristo e nada mais (I Jo. 5:4).

Quando Deus declara que abomina as práticas ocultistas (Dt 18.12), muitas pessoas tendem a não levar a sério esse alerta bíblico. As consequências do envolvimento com o ocultismo podem ser: intranquilidade, angústias, melancolia, inclinação para o suicídio, sexualidade exagerada com inclinações para práticas de sexo pervertido, raiva incontida, avareza, pavorosas tensões íntimas, pesadelos, depressões, pensamentos terríveis, blasfêmias, aversão à Palavra de Deus, alucinações visuais e auditivas, psicose mística.

Por isso, liberte-se de tudo aquilo que é oculto a Palavra de Deus e saiba que o amor de Deus lhe guardará protegido de todo o mal – “Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38, 39).


Bibliografia

1 – Mcdowell & Stewart; “Entendendo o Oculto”; Editora Candeia; São Paulo; 1996.

2 – Mather & Nichols; “Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo”; Editora Vida, São Paulo, 2000.

3 – Revista Defesa da Fé, Matéria do Pastor Natanael Rinaldi;

4 – Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

5 – J. Cabral; “Religiões, Seitas e Heresias”; Coleção Reino de Deus; 1986; Rio de Janeiro.

6 – T. G. Leite Filho; “Ciência, Magia ou Superstições”; Editora Vida, 1987, São Paulo.

7 – Ankerberg & Weldon; “Fatos Sobre Os Espíritos Guias”; Editora Chamada da Meia Noite; 1996; Porto Alegre – RS.

8 – G. Sautter; “New Age”; Editora Esperança; 1993, São Paulo.

Dicionário Aurélio Século XXI em CD Rom.